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Economia Por causa do coronavírus, as empresas aéreas abandonam voos com o A380, o maior avião do mundo

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Pilotos e auxiliares de voo das companhias aéreas serão imunizados. (Foto: Divulgação)

A pandemia de coronavírus pode ser o golpe final para a carreira do Airbus A380, o maior avião de passageiros do mundo. Com a queda de viagens em todas as companhias aéreas do mundo, empresas que operam o modelo estão deixando os aviões parados em solo.

O A380 só é viável se voar com alta ocupação devido aos custos de operação. Com poucos passageiros, o prejuízo do A380 só aumenta. Nesse caso, a melhor alternativa para as companhias aéreas é substituir o modelo por aviões menores e mais econômicos.

Nunca teve sucesso esperado

O modelo fez seu primeiro voo comercial em 2007 e nunca chegou a ter o sucesso esperado. O fracasso comercial fez com que a Airbus abandonasse o modelo. Em fevereiro do ano passado a empresa anunciou que a produção seria encerrada em 2021.

A crise do coronavírus pode fazer com que o fim do A380 seja até mesmo antecipado. Até terça-feira (17), seis companhias aéreas já haviam decidido deixar os aviões do modelo parados em solo (toda a frota ou parte dela). Elas representam mais de um terço das 15 companhias aéreas de todo o mundo que contam com a A380 em suas frotas.

Veja as empresas que cortaram ou reduziram voos

Com cinco aviões na frota, a China Southern fez seu último voo com a A380 no dia 5 de fevereiro. A empresa utilizava o modelo principalmente em voos da China para as cidades australianas de Sidney e Melbourne. Apesar de diminuição dos casos de coronavírus na China, não há um prazo para o retorno dos voos do A380 pela China Southern.

A Korean Airlines usou o modelo até 8 de março. Segundo a empresa, os dez aviões A380 ficarão parados em solo até 25 de abril. A companhia é uma das mais afetadas pela crise do coronavírus e já cancelou cerca de 80% de seus voos.

Com uma redução de 25% da capacidade dos voos internacionais, a australiana Qantas também deve deixar de voar com o A380. “Em vez de sair das rotas, a Qantas usará aeronaves menores e reduzirá a frequência de voos para manter a conectividade geral”, afirmou a empresa. Como consequência, a companhia aérea vai deixar parados dez dos 12 aviões do modelo A380 até meados de setembro. O modelo deve seguir em atividade apenas na rota de Sidney a Los Angeles.

A alemã Lufthansa anunciou no último dia 6 uma redução de até 50% na capacidade dos voos de todas as companhias do grupo. Desde então, a companhia já suspendeu os voos com a maior parte da frota de 14 aviões A380. Apenas dois continuam voando, e devem parar nos próximos dias.

Maior operadora do A380, com cerca de 115 aviões do modelo, a Emirates já tem cerca de 20 aeronaves paradas por conta da redução dos voos.

A Air France foi a última companhia aérea a anunciar a suspensão dos voos com aviões A380. A companhia aérea francesa anunciou que deve cortar entre 70% e 90% de sua capacidade de assentos nos próximos dias. “Como resultado dessa redução de capacidade, a Air France aterrará toda a sua frota Airbus 380”, afirmou a empresa.

O A380 não é o único avião afetado pela crise causada pela pandemia do coronavírus. A Airbus já havia fechado no início de fevereiro a fábrica do A320 na China e nesta semana anunciou o fechamento de fábricas na França e na Espanha. As informações são do portal de notícias UOL.

 

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