Domingo, 24 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Ali Klemt Por que precisamos de heróis

Compartilhe esta notícia:

Dunga, capitão da Seleção Brasileira no tetracampeonato. (Reprodução/ redes sociais)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Tem encontros que servem quase como um lembrete.. Um choque silencioso de realidade e eh tipo “pOi, Dunga”.

Sim, nesse nível.

Conheço a filha dele, Gabriela, uma estilista maravilhosa, há anos. E a primeira vez que VI o Dunga, tipo “ao vivo e em cores”, foi quando consegui fazer a Gabi explicar ao pai dela a importância de ele aparecer no nosso abrigo repleto de crianças, durante a as enchentes de 2024. E ele foi. Ele, o Tinga, o Lucas Leiva. Homens que não foram apenas atletas: viraram os heróis dessa nossa contemporaneidade tão carente de pessoas especiais…

Dá um FFW para 2026 (ah, se você entende, já está na meia idade!). Dunga resolve mostrar o seu acervo pessoal na loja da sua filha (a Gabi). Assim, sem muita organização. Porque o Brasil é esse país absurdamente ingrato que investe na Anitta, mas não tem “interesse” em celebrar a história absolutamente relevante que é a das nossas vitórias – no caso, o futebol (veja, eu não estou questionando a falta de investimento – ou interesse? – em um esporte qualquer. Eu estou falando da paixão nacional!).

E, enfim, ali, o Dunga, o nosso capitão eterno, me mostrou cada camisa, cada assinatura, cada chuteira. E eu fiquei pensando assim, tipo, “caraio, será que estou vivendo em um universo paralelo e não me avisaram?”.

Gente. A Aline de 1994 gastou um rolo de filme com o Dunga levantando a taça. E eu jamais imaginei que estaria assim, conversando com O CARA.

E por que isso virou tema de texto para o jornal? PORQUE PRECISAMOS DE HERÓIS. Porque precisamos de pessoas que PERSONIFIQUEM nossos mais importantes valores. Precisamos lembrar que, sim, há quem lute!

Vivemos mergulhados numa sensação coletiva de impotência. A impressão é de que nada melhora, nada anda, nada muda. A política decepciona. As instituições desgastam. As redes sociais viraram arenas de gritaria permanente. Todo mundo opina. Todo mundo denuncia. Todo mundo aponta culpados.

Mas… quem ainda constrói? Quem?

E aí aparece alguém como Dunga. Um homem que poderia simplesmente ter vivido sua própria vida, cuidado apenas dos seus interesses, fechado os olhos para a dor dos outros. Mas não. Escolheu agir. Escolheu colocar a mão no mundo real.

A verdadeira liderança não está no poder, no cargo ou na capacidade de convencer multidões. Está na liderança e, antes de tudo, na coragem de assumir responsabilidade pelo pedaço de mundo que está ao nosso alcance.

Olha… É fácil reclamar do país inteiro. Difícil é mudar o entorno. E é justamente aí que começa a transformação verdadeira.

O mundo muda quando alguém alimenta quem tem fome. Quando alguém acolhe uma criança. Quando alguém decide ouvir em vez de humilhar. Quando alguém trabalha com propósito. Quando alguém usa sua influência para construir — e não apenas para lacrar.

Nós fomos convencidos de que só grandes estruturas mudam sociedades. Não é verdade. Sociedades são sustentadas, todos os dias, por pequenas atitudes silenciosas de pessoas comuns que decidiram não ser indiferentes.

Então, enfim. Se a grande revolução não for “apenas” salvar o planeta inteiro de uma vez, quem sabe, seja impedir que o pedaço de mundo ao nosso redor

Também não sei. E, sinceramente, quem realmente quer saber do futuro?

Eu quero saber do presente. Quero saber de abrações honestos, atitudes verdadeiras e beijos intensos. Quero saber de abraços efusivos e ideias malucas! Quero saber, enfim, de fazer a vida valer a pena.

Parece difícil. Mas não. Basta abrir os braços para o universo, e o coração para o acaso. E, como diria Vinicius, “de repente, não mais que de repente”… a vida surge. A vida vibra. A vida se vai.

Mas não. Esse texto não é sobre a tristeza do que vai. Pelo contrário! É sobre honrar cada segundo. Cada conquista. E, principalmente, é sobre lembrar que é preciso honrar o passo (e estudá-lo) para, enfim, seguir adiante e evoluir. Que é , afinal, a nossa missão divina.

Essa, claro. Mas também saber: quem será o próximo capitão tão pi*a como o Dunga??

Instagram: @ali.klemt

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Ali Klemt

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Governo X Sociedade
Sampaio e a alma da Infantaria
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x