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Mundo Portugal elege novo presidente em meio a agravamento da pandemia do coronavírus

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O país de 10 milhões de habitantes está passando por um grave surto de pandemia pós-Natal

Foto: Reprodução
O país de 10 milhões de habitantes está passando por um grave surto de pandemia pós-Natal.(Foto: Reprodução)

Mascarados, socialmente distanciados e com cada um recebendo sua própria caneta para evitar a propagação do coronavírus, os portugueses vão às urnas neste domingo (24) para eleger o seu presidente, mesmo com os casos de Covid-19 atingindo níveis recordes.

As pesquisas de opinião mostram que o atual ocupante do cargo, Marcelo Rebelo de Sousa, do Partido Social-Democrata, de centro-direita, deve vencer com facilidade. Os eleitores fizeram fila com a abertura das urnas na freguesia de Santo Antônio, em Lisboa, guiados por adesivos vermelhos no chão marcando a diferença de dois metros.

“Estou aqui entre os primeiros para evitar grupos e filas”, disse Cristina Queda, 58 anos, enquanto aguardava sua vez de votar. “Como a data das eleições não foi alterada, decidi vir mais cedo para evitar essa situação.”

Pouco menos de dois terços dos portugueses consideram que a eleição deveria ter sido adiada por causa da pandemia, de acordo com uma sondagem realizada na semana passada pelo instituto de pesquisa ISC/ISCTE.

As pesquisas preveem uma abstenção recorde de 60 a 70%, em parte porque centenas de milhares de eleitores estão em quarentena. O chefe da freguesia de Santo Antônio, Vasco Morgado, disse que as seções eleitorais tomaram todas as precauções – no caso da sua freguesia, há até ambulâncias na porta em caso de emergência.

“É o mais seguro possível neste momento”, disse Morgado. “É um ato democrático pelo qual muitas pessoas lutaram ao longo dos anos. A prova disso é que agora, mesmo em uma pandemia, as pessoas estão saindo para votar.”

Agravamento da pandemia

O país de 10 milhões de habitantes está passando por um grave surto de pandemia pós-Natal, com a maior média anual de novos casos e mortes per capita em sete dias.

As autoridades relataram um número recorde diário de 274 mortes e mais de 15.300 novos casos no sábado (23), com fila de ambulâncias por várias horas em hospitais lotados.

Já o governo de Portugal identificou na sexta-feira (22) o primeiro caso de infecção por coronavírus ligado a uma variante sul-africana, outra das mutações recentes do Sars-Cov-2 apontada como de alta transmissão.

“Não concordo que a data não tenha sido alterada”, disse José Antonio Queda, 72, que também foi votar cedo com sua esposa. “Se estivermos em confinamento, devemos evitar o vírus o máximo possível”, disse.

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