Segunda-feira, 13 de Julho de 2020

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Brasil Preocupada com investigação, Dilma pede que ministros defendam Lula

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Petista é investigado por tráfico de influência. (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

A presidenta Dilma Rousseff pediu nesta segunda-feira (20) que seus ministros saiam em defesa pública do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, investigado pela Procuradoria da República no DF por suposto tráfico de influência internacional e no Brasil a favor da Odebrecht.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, Dilma se disse “indignada” com a abertura de investigação contra o petista e afirmou que “todas as autoridades” que entram em sua sala “falam dos interesses de empresas em seus países”. “No mundo, reis, príncipes, presidentes e ex-presidentes defendem as empresas e interesses nacionais. No Brasil querem dizer que isso é crime?”, indagou Dilma durante reunião de sua coordenação política.

Apesar das críticas que fez à administração da sucessora, classificando-a como um “governo de mudos”, a avaliação de Dilma e de seus ministros é que Lula ainda é um dos principais fiadores da gestão da presidenta e seria “prejudicial” para a recuperação do governo vê-lo tragado por denúncias desse tipo.

Com a abertura do inquérito, o petista virou alvo de um procedimento investigatório criminal. Com isso, o MPF (Ministério Público Federal) tem a prerrogativa de usar todas suas ferramentas, como fazer pedidos de quebras de sigilo bancário e telefônico.

Lula é suspeito de usar sua influência para facilitar negócios da Odebrecht com governos estrangeiros nos quais realiza obras financiadas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), principalmente na África e na América Latina. A empreiteira bancou diversas viagens do petista ao exterior depois que ele deixou a Presidência da República. O MPF quer saber também se, durante essas visitas, Lula fez palestras e quem pagou por elas.

O Instituto Lula nega que o ex-presidente atue como lobista ou consultor e se diz surpreso com a investigação porque considera que houve pouco tempo para análise de material solicitado pelo MPF, entregue por eles na semana passada. (Folhapress)

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