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Brasil Preocupada com votações no Congresso, Dilma Rousseff cancela viagem

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Presidenta Dilma Rousseff participa de evento com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. (foto: reprodução)

Com o risco do Congresso Nacional aprovar medidas que causem impactos nas contas governamentais, a presidenta Dilma Rousseff permanecerá nesta quarta-feira (24) em Brasília para acompanhar de perto as votações na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

A ideia inicial era que a petista viajasse para o Rio de Janeiro para fazer visita à Fundação Oswaldo Cruz. No início da manhã, no entanto, o governo federal entrou em contato com a entidade federal para remarcar a agenda para março.

A petista está preocupada com a aprovação de duas propostas: medida que estabelece percentual mínimo de investimento pelo governo federal em ações e serviços de saúde e projeto que revoga a participação obrigatória da Petrobras na exploração do petróleo da camada do pré-sal.

Na terça-feira (23), o governo federal orientou os líderes da base aliada na Câmara dos Deputados a não aprovarem a primeira iniciativa, que, para o Palácio do Planalto, tem o risco de inviabilizar o ajuste fiscal, uma vez que aumentaria os recursos destinados à área de saúde.

Em encontro na semana passada com a base aliada do Senado Federal, a presidente chegou a classificar a revogação da participação da empresa estatal, de acordo com relatos de presentes, como “absurda” e enfatizou que o governo federal é contrário a ela.

Nesta quarta-feira (24), está programado que o Senado Federal retome as discussões sobre o projeto de lei, que tramita em regime de urgência, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP). Pela regra atual, a Petrobras deve atuar como operadora única do pré-sal com uma participação de pelo menos 30%.

Além das votações parlamentares, a presidenta demonstrou preocupação nesta quarta-feira (24), de acordo com auxiliares e assessores, com o anúncio da agência de classificação de risco Moody’s de rebaixamento da nota de crédito do Brasil.

A medida significa que o país perdeu o último selo de bom pagador que detinha entre as três maiores agências de risco do mundo. (Folhapress)

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