Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 19 de dezembro de 2015
O presidente licenciado da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Marco Polo Del Nero, rechaçou ter cometido irregularidades durante sua gestão na entidade. Em depoimento concedido na quarta-feira, à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Futebol, no Senado, o cartola disse desconhecer o teor das acusações do FBI (polícia federal norte-americana) e negou ter se reunido com o ex-dirigente José Maria Marin e J. Hawilla. “Nunca estive reunido com Marin e Hawilla. Essas gravações que constam no FBI não podem ser verdadeiras”, afirmou.
Questionado sobre seu contato com Kleber Leite, Del Nero foi sucinto. “Apenas conheço ele. Temos contratos com a Klefer que foram para o departamento jurídico. Não tenho ciência de que a empresa foi autuada. Temos que cumprir o contrato.”
O cartola também garantiu que a entidade paga seus impostos. “A CBF não tem caixa dois, nada errado. Paga todos os seus impostos. A CBF é formada de presidência e 200 funcionários. Eu respeito todos.” Ele negou que tenha saído de Zurique (Suíça) repentinamente para escapar de fazer parte da lista de detidos no dia do estouro do escândalo da Fifa (entidade máxima do futebol).
“Não vejo como fuga. Não poderia fazer nada pelo [José Maria] Marin. Tinha que cuidar do Brasil. Não sou advogado dele.” Del Nero voltou a ser sucinto ao falar sobre possibilidade de ser preso pelo FBI. “Não tenho motivos para temer.” (Lancenet)
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