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Brasil Presidente da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil classifica o caso do advogado algemado como ‘ataque’ à cidadania

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"Ataques contínuos às prerrogativas não são contra a advocacia, são contra a cidadania", afirmou Marcos da Costa, presidente da OAB-SP. (Foto: Reprodução)

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), seção São Paulo, realizou nesta segunda-feira (5), um ato de desagravo ao advogado Flávio César Damasco, que foi hostilizado e algemado por seguranças, ao tentar entrar em um tribunal da Justiça do Trabalho. O ato, realizado no auditório da OAB, no centro de São Paulo, reuniu cerca de 50 pessoas, e foi transmitido ao vivo pelo Facebook.

Como já era previsto, Damasco não esteve presente ao evento. Segundo Cid Vieira de Souza Filho, presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB-SP, ele lhe telefonou para agradecer pelo apoio, mas disse que não iria comparecer, porque “não queria reviver a situação”, que o deixou “muito abalado emocionalmente”.

“Ataques contínuos às prerrogativas não são contra a advocacia, são contra a cidadania”, afirmou o presidente da OAB-SP, Marcos da Costa, em seu pronunciamento.

Barraco

O caso envolvendo Damasco aconteceu em 10 de novembro de 2016 no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 2.ª Região, localizado na capital paulista, e também deverá ser objeto de representação da OAB ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça), órgão que recebe e apura reclamações contra integrantes e órgãos do Judiciário em todo o País e pode deliberar sobre elas.

Na ocasião, Damasco, de 60 anos, foi cercado por quatro seguranças e conduzido pelos braços no saguão. Um dos seguranças também aparece no vídeo com o dedo em riste na face do advogado, ao lado de seus colegas, junto à recepção do TRT.

O “barraco” continuou na calçada do tribunal e só terminou no 4.º Distrito Policial, para onde os seguranças levaram o advogado, em uma caminhonete do TRT. Na delegacia, Damasco foi liberado, em cena que não está registrada no vídeo, ao apresentar a carteira da Ordem. (AE)

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