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Geral Presidente de honra do Memorial do Holocausto convida Lula para visitar o museu

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O governo israelense declarou Luiz Inácio Lula da Silva como “persona non grata” após declarações do presidente sobre o Holocausto. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

A presidente de honra do Memorial do Holocausto, Teresa Bergher (Cidadania) convidou oficialmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para visitar o museu, inaugurado em 2023, no Rio de Janeiro. O convite é uma reação às falas de Lula que, no último domingo (18), afirmou que o está acontecendo na Faixa de Gaza só “existiu quando Hitler resolveu matar os judeus”.

Teresa é vereadora do Rio de Janeiro e preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal. Na segunda-feira (19), Teresa afirmou que uma eventual visita de Lula seria “uma oportunidade para o presidente ver de perto o que foi o Holocausto”.

O petista fez a afirmação após ser questionado sobre a decisão de alguns países de suspender repasses financeiros à Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA, na sigla em inglês).

Lula deu as declarações durante entrevista em Adis Abeba, na Etiópia, onde participou nos últimos dias da 37ª Cúpula da União Africana e de reuniões bilaterais com chefes de Estado do continente.

O convite foi discutido e aprovado por unanimidade pelos responsáveis pelo Memorial, entre eles o presidente Jayme Salomão, a vice Alain Deveza, o presidente do Conselho Deliberativo, Michel Gotlieb, além do fundador do memorial Ary Bergher.

Ainda no domingo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, havia dito que convocaria o embaixador brasileiro para “uma dura conversa de repreensão”, após a fala de Lula.

“As palavras do presidente do Brasil são vergonhosas e graves. Trata-se de banalizar o Holocausto e de tentar prejudicar o povo judeu e o direito de Israel se defender”, disse Netanyahu, em uma publicação no X (antigo Twitter).

Na segunda-feira (19), o governo israelense declarou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como “persona non grata” – isso quer dizer que o presidente brasileiro não é mais bem-vindo em Israel.

O assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, Celso Amorim, classificou como absurda a decisão de Israel de declarar Lula “persona non grata” após o presidente comparar as mortes de palestinos em Gaza ao Holocausto.

“Isso é coisa absurda. Só aumenta o Isolamento de Israel. Lula é procurado no mundo inteiro e no momento quem é [persona] non grata é Israel”, disse Amorim na segunda-feira (19), ressaltando que se trata de uma opinião pessoal por ainda não ter falado com Lula.

Já o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, criticou o chanceler do governo israelense, Israel Katz, por declarações dadas nos últimos dias sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Vieira classificou como “insólito e revoltante” a forma como Katz se referiu a Lula.

“Uma Chancelaria dirigir-se dessa forma a um Chefe de Estado, de um país amigo, o Presidente Lula, é algo insólito e revoltante. Uma Chancelaria recorrer sistematicamente à distorção de declarações e a mentiras é ofensivo e grave. É uma vergonhosa página da história da diplomacia de Israel, com recurso a linguagem chula e irresponsável”, disse o ministro na terça-feira (20).

Mais cedo, em uma publicação em português em sua conta na rede social X, Katz havia afirmado que “milhões de judeus em todo o mundo estão à espera do seu pedido de desculpas”, criticando Lula por “ousar” comparar Israel a Adolf Hitler.

“Ainda não é tarde para aprender História e pedir desculpas. Até então – continuará sendo persona non grata em Israel!”, postou o ministro israelense, acrescentando que a afirmação de Lula foi “promíscua, delirante” e configurou uma “vergonha para o Brasil e um cuspe no rosto dos judeus brasileiros”.

Na sequência, o perfil oficial do governo israelense também atacou o presidente brasileiro, acusando Lula de negar o Holocausto, o que nunca aconteceu.

Em resposta, Vieira disse também que o governo israelense tenta impor uma cortina de fumaça para encobrir o problema do massacre em curso em Gaza.

“Isso [o massacre] tem levado ao crescente isolamento internacional do governo Netanyahu, fato refletido nas deliberações em andamento na Corte Internacional de Justiça. É este isolamento que o titular da chancelaria israelense tenta esconder. Não entraremos nesse jogo. E não deixaremos de lutar pela proteção das vidas inocentes em risco”. As informações são do portal de notícias G1 e da Agência Brasil.

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