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Brasil Presidente do Banco Central afirma que a inflação começa a cair

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Segundo Campos Neto, a alta nos preços do petróleo e a safra prejudicada com o excesso ou falta de chuvas preocupam. (Foto: Raphael Ribeiro/BCB)

Depois de o país registrar a maior inflação desde 2015 no ano passado, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou que a inflação já começou a descer, mas ressaltou que a instituição está acompanhando possíveis surpresas nos preços.

“Quando você olha para o acumulado de 12 meses, nós estamos próximos do pico e começamos a ver uma queda”, disse.

Apesar de a inflação ter fechado 2021 em 10,06%, o registro de dezembro foi uma desaceleração em relação ao ano anterior. A variação mensal foi de 0,73% contra 0,95% em novembro.

Segundo o presidente do BC, no início deste ano surgiram dois fatores que podem impactar a inflação, a alta nos preços de petróleo e as chuvas que têm prejudicado as safras do país.

“Nós tivemos os preços do petróleo subindo em um ritmo mais rápido, também tivemos esses problemas climáticos no Brasil, em que tivemos muita chuva em alguns lugares e falta de chuvas em outros e isso está afetando a safra e pode ter um impacto no preço dos alimentos”, afirmou.

Sobre a carta que enviou ao ministro da Economia, Paulo Guedes, explicando o estouro da meta de inflação em 2021, Campos Neto ressaltou que não quis responsabilizar somente a inflação importada pelo estouro, mas ela foi um dos fatores.

A meta de inflação de 2021 era de 3,75% com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

“Acredito que nós explicamos isso na carta, mas não com a intenção de culpar a inflação importada, mas só tentando explicar a dinâmica da inflação e como isso pode se espalhar para o núcleo e para a inflação em geral”, disse Campos Neto.

Impacto 

Na mesmo evento, o presidente do BC disse esperar que nova onda de covid tenha menos impacto na economia do que as anteriores.

“Quando você olha o número de novos casos e projeta o efeito disso na mobilidade, você tem uma clara desconexão com o que vimos nas outras ondas. Você tem mais casos sendo reportados, mas a mobilidade não está sofrendo tanto quanto.”

E continuou:

“Como a mobilidade não está sofrendo tanto quanto, há uma tendência para se acreditar, e novamente, é um trabalho em andamento, que não teremos tanto impacto, ou no mínimo, menos impacto na economia”, disse.

Campos Neto ressaltou que os números mostram que os vacinados têm menos problemas ou sintomas ao se contaminar do que os que não se vacinaram. Em um relato pessoal, o presidente do BC contou que pegou covid-19 no início do ano e não teve sintomas.

“Quando você olha para mobilidade e o número de casos que foram anunciados, provavelmente há um grande subnotificação porque muitas pessoas estão sentindo sintomas leves e outras pessoas pegam e nem sabem”, relatou.

“Lockdowns” na China

De acordo com o presidente do BC, a nova onda pode ter um impacto na economia via China. Ele argumenta que como as medidas de isolamento lá são mais restritas, as cadeias de ofertas de produtos podem sofrer, o que impactaria o mundo todo.

“A China está adotando uma resposta muito diferente para a onda, tivemos vários fechamentos e cidades importantes sendo fechadas e você começa a ver na margem, bem em tempo real, quando você olha para o que está sendo exportado da China, você vê algum impacto”, apontou.

Esses fechamentos podem causar um efeito que “não é desejável” para o Brasil, alerta Campos Neto.

“Provavelmente é cedo para dizer, mas se você tiver uma disrupção de oferta na China, isso vai impactar todo mundo. Tirando isso, eu diria que nós teremos um impacto menor (na economia)”, disse.

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