Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 21 de julho de 2015
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acredita que o Legislativo, que até o dia 31 deste mês está em recesso branco, terá um segundo semestre difícil, concentrando agendas sensíveis. Entre os temas delicados, ele citou as dificuldades na economia, a análise de vetos presidenciais, CPIs e o projeto de lei de responsabilidade das estatais. “Não diria que será um agosto ou setembro negro, mas serão meses nebulosos, com a concentração de uma agenda muito pesada. Cabe a todos nós resolvê-la.”
Em pronunciamento veiculado pela TV Senado, Calheiros avaliou que a maioria do Congresso é contrária à aprovação de novos tributos ou ao aumento de impostos e disse que a sociedade já está no limite de sua contribuição com impostos, tarifaços, inflação e juros. Para atingir as medidas necessárias para o ajuste fiscal, ele voltou a pedir que o governo enxugue a máquina. “É preciso cortar, cortar ministérios, cortar cargos comissionados, enxugar a máquina pública e ultrapassar, de uma vez por todas, a prática superada da ‘boquinha’ e do apadrinhamento”, disse.
Sobre o desempenho do vice-presidente da República no comando da articulação política do governo, Calheiros disse que Michel Temer tem as virtudes da paciência e da perseverança. “É um homem prudente, da conciliação, do diálogo, que está sendo importante para este momento de instabilidade do País”, comentou.
Ainda durante o pronunciamento, o presidente do Senado voltou a se defender das acusações de recebimento de propina que estão sendo investigadas pela Operação Lava-Jato. Disse que não há fato novo envolvendo o seu nome e que a acusação que lhe é feita é “um disco arranhado, um ventilador repetitivo”.
A atuação do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que anunciou rompimento com o governo, também foi lembrada por Renan, que elogiou o colega. Para ele, Cunha tem sido um bom presidente, implementando um ritmo de votações. (Abr)
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