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Política Procurador-geral da República defende julgamento de Bolsonaro no Supremo

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Para o procurador Paulo Gonet (foto), o ex-presidente precisa “responder pelo que fez em seu mandato”

Foto: Antonio Augusto/STF
(Foto: Antonio Augusto/STF)

O procurador-Geral da República, Paulo Gonet, defendeu neste sábado (12), em evento nos Estados Unidos, que o STF (Supremo Tribunal Federal) é a instância certa para julgar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por supostos crimes cometidos no período em que comandou o País (2019-2022).

“Quando se trata de alguma coisa de grande magnitude, não importa que o mandato tenha terminado ou não, é preciso que o presidente responda por aquilo que ele fez durante o seu mandato e faça isso perante a mais alta Corte do país. Acho que nós estamos vivendo esse instante”, afirmou o procurador ao ser questionado sobre quais limites garantem que nem mesmo autoridades do País estejam acima da lei.

Ao lado do diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, Gonet participou de um painel da 11ª edição da Brazil Conference, realizada em Harvard pela comunidade de estudantes brasileiros da instituição, nos Estados Unidos.

Além de defender o julgamento de Bolsonaro no STF, Gonet disse que existe uma ponderação entre as necessidades de um presidente “apresentar as suas razões com credibilidade” e a necessidade da Justiça em responsabilizar erros de integrantes do Executivo.

“O que existe aí é uma ponderação entre as necessidades de um chefe de governo, de um chefe de Estado forte e capaz de discutir, de apresentar as suas razões com credibilidade, e a necessidade de que todos sejam efetivamente responsabilizados por aquilo que tiver feito de errado”, disse o procurador-geral da República.

Ao longo do processo da suposta tentativa de golpe de Estado, a defesa de Bolsonaro tentou tirar o caso do STF e transferir para a Justiça Federal alegando que, no dia 8 de Janeiro de 2023, ele não era mais presidente e não teria direito a foro privilegiado.

Porém, em março deste ano, o Supremo ampliou o alcance do foro privilegiado e expandiu a competência da Corte para julgar crimes de políticos e autoridades que não estão mais no cargo.

Em uma das recusas ao argumento da defesa de Bolsonaro, Gonet chegou a mencionar a mudança da jurisprudência. “A tese fixada – que já contava com o voto da maioria dos ministros da Corte desde o ano passado – torna superada a alegação de incompetência trazida pelos denunciados”, argumenta o procurador-geral. (Com informações de O Estado de S.Paulo)

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Eduardo Rodrigues
12 de abril de 2025 23:01

Um suposto julgamento para supostos crimes…hehehe

Vanderlei Ochoa
13 de abril de 2025 00:27

Criminoso que botou a democracia em rico.

Bidio Rosa
13 de abril de 2025 03:23

Esses 8 Réu Pena Mínima 28 Anos?

Celso Casarin
13 de abril de 2025 09:08

O peruca.

Pedro Schaan
13 de abril de 2025 11:54

Ou seja, foda-se se a lei diz que o supremo ñ é competente para julgar isso

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