Quinta-feira, 07 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 21 de fevereiro de 2016
Após dois anos de investigações, a Operação Lava-Jato enfrenta novo desafio: as mentiras e inconsistências em acordos de colaboração. Das 40 delações assinadas, sete estão sob suspeita. Em três, o Ministério Público Federal tem provas de irregularidades e abriu procedimentos para cancelá-las. Os lobistas Fernando Moura, Roberto Trombeta e Rodrigo Morales violaram os termos assinados com os procuradores e estão prestes a perder os benefícios.
O principal negociador da Lava-Jato, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, alertou: “Questionamos a cada momento as informações apontadas por um delator. Se percebemos divergência, ligamos o alerta. Aquele que for pego perderá o acordo”, explicou.
O lobista Fernando Moura foi pego. Ele admitiu que mentiu ao juiz Sérgio Moro. O lobista, ligado ao ex-ministro José Dirceu, disse ao juiz que assinou o acordo de colaboração “sem ler” e insinuou que os investigadores teriam acrescentado informações que não disse. Moura desmentiu ainda a parte da delação em que afirmava que Dirceu o aconselhou a deixar o País durante o escândalo do mensalão. Seis dias depois, voltou atrás e disse que havia sofrido uma “ameaça velada”. A hipótese foi descartada pela Polícia Federal. Após analisar as imagens do circuito de segurança da loteria onde Moura teria sido intimidado, os investigadores concluíram que não houve ameaça. (AG)
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