Sexta-feira, 03 de Julho de 2020

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Capa – Caderno 1 Profissionais e representantes de entidades médicas ressaltam segurança da vacina contra gripe

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No Rio Grande do Sul, são quase 4 milhões de pessoas aptas a receber a dose. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Elaborada com vírus mortos e que não possuem a capacidade de gerar a gripe em quem recebe a dose, a vacina contra a doença oferece segurança e não causa a doença. A garantia do Ministério da Saúde e do governo do Estado é reforçada por profissionais do setor e representantes de entidades médicas como a Sociedade Brasileira de Imunizações .

A campanha nacional de vacinação contra a gripe começou dia 10 de abril para crianças e gestantes, sendo aberta para os demais públicos elegíveis quase duas semanas depois. No total, são 3,8 milhões de gaúchos elegíveis para a vacinação, sendo que mais de 800 mil pessoas já haviam se vacinado até a última sexta-feira.

As doses disponíveis na rede pública são compostas por três tipos de vírus influenza (A-H1N1, A-H3N2 e B). Nas vacinas, são utilizados fragmentos dessas cepas. “A vacina da gripe é uma vacina inativada, diferente de outras que são feitas com vírus atenuados, como a do sarampo e da rubéola”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Juarez Cunha.

A diferença é que as vacinas atenuadas contêm agentes infecciosos vivos, mas extremamente enfraquecidos. Já as vacinas inativadas usam agentes mortos, alterados, ou apenas partículas deles. Conforme a SBIm, os dois tipos de vacinas são chamados de antígenos e têm como função reduzir ao máximo o risco de infecção ao estimular o sistema imune a produzir anticorpos, de forma semelhante ao que acontece quando somos expostos aos vírus e às bactérias, porém, sem causar doença.

Grupos prioritários

– Crianças (maiores de 6 meses e menores de 6 anos);

– Gestantes e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto);

– Pessoas com 60 anos ou mais;

– Trabalhadores da área da saúde;

– Povos indígenas;

– Professores;

– Apenados e funcionários do sistema prisional;

– Profissionais das forças de segurança e salvamento;

– Pessoas com comorbidades (Doenças crônicas respiratórias, cardíacas, renais, neurológicas ou hepática; diabetes; imunossupressão; obesidade; transplantados ou pessoas com trissomias).

Gripe e resfriados

A vacina da gripe protege contra três tipos de vírus influenza (dois do tipo A e um do tipo B). Por isso, mesmo vacinada, a pessoa pode vir a pegar alguma doença respiratória por outro vírus. O resfriado, por exemplo, é frequentemente confundido com a gripe. O quadro é causado, entretanto, por vírus diferentes. Os mais comuns são o vírus sincicial respiratório (VSR), que geralmente acometem crianças, ou os rinovírus e o parainfluenza.

Apesar de parecidos com os sintomas da gripe, os do resfriado são mais brandos e duram menos tempo – entre dois e quatro dias. Eles incluem tosse, congestão nasal, coriza, dor no corpo e dor de garganta leve. A febre é menos comum e, quando presente, ocorre em temperaturas baixas.

Em populações com o sistema imunológico mais fragilizado, como os idosos e crianças, a vacina da gripe (assim como as demais) apresenta uma eficácia reduzida quanto a proteção à infecção. Contudo, segundo o Ministério da Saúde, a vacinação contra a gripe pode reduzir em até 45% o número de hospitalizações por pneumonias, em 75% a mortalidade global e em, aproximadamente, 50% as doenças relacionadas à influenza.

Depoimentos

A Secretaria Estadual da Saúde conta com o apoio de entidades médicas na mobilização pela campanha de vacinação contra a gripe. Abaixo, alguns dos relatos sobre a importância da vacina. O material está sendo divulgado no site e nas redes sociais da SES, pelo Facebook, Twitter e Instagram.

“Durante a gravidez, há uma diminuição da imunidade da mulher, fazendo com que ela esteja mais suscetível a gripe e outras doenças. A mulher também corre mais risco se tiver outra doença associada, como hipertensão ou diabetes. Além disso, a vacina protege tanto a mãe quanto o bebê.” (Breno Acauan Filho, presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Rio Grande do Sul).

“Nas crianças, a vacinação é particularmente importante porque elas têm por hábito ter muito contato entre elas, nas creches ou escolas, e isso faz com que elas transmitam mais facilmente as doenças, em especial as infeções virais, como a gripe.” (Cristina Targa Ferreira, presidente da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul)

“A vacina nada mais é do que uma prevenção e uma forma de propagarmos a saúde. É extremamente importante que o idoso entenda que a vacina da gripe é feita para proteger ele, que ela evita doenças e que é dada para tentar manter a sua saúde.” (João Senger, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia/Seccional RS)

(Marcello Campos)

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