Segunda-feira, 25 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 9 de junho de 2025
Após concluir a revisão do projeto de concessão do chamado “Bloco 2” de rodovias, nas regiões Norte e Vale do Taquari, o governo gaúcho anunciou duas mudanças. Uma é o aumento do aporte público na iniciativa, que passa de R$ 1,3 bilhão para R$ 1,5 bilhão. A outra é da redução da tarifa-teto de peságio por quilômetro, de R$ 0,23 para R$ 0,18, considerando-se a isenção de Imposto Sobre Serviços (ISS) por parte das prefeituras.
A nova proposta foi apresentada pelo governador Eduardo Leite nessa segunda-feira (9), em cerimônia no Palácio Piratini. Dentre os presentes estavam prefeitos, empresários, líderes regionais e deputados.
O aumento de R$ 200 milhões no aporte estadual será viabilizado por meio do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). Com isso, o investimento total previsto chega a R$ 4,3 bilhões – sendo R$ 2,8 bilhões de responsabilidade do parceiro privado.
Com a revisão, a tarifa-teto foi reduzida de R$ 0,23 para R$ 0,18 por quilômetro, caso os municípios optem por abrir mão do ISS que incide sobre ela. Se mantido o tributo, a tarifa-teto será de R$ 0,19 por quilômetro. A revisão técnica foi conduzida em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável pela estruturação do projeto.
Outros aspectos também foram ajustados, como a quantidade de duplicações, terceiras faixas e demais obras previstas para o Bloco 2. A BR-470, inicialmente incluída na concessão, foi retirada do projeto com o objetivo de otimizar os investimentos e permitir a redução tarifária. As demais rodovias previstas permanecem inalteradas.
O número de pórticos com tecnologia de pedágio eletrônico (“free flow”) foi mantido, garantindo o princípio de justiça tarifária. As estruturas seguirão posicionadas nos mesmos locais definidos na proposta original.
Abrangendo 32 municípios gaúchos (17,5% da população), o “Bloco 2” totaliza quase 415 quilômetros de extensão, sendo composto por seis rodovias: ERS-128, ERS-129, ERS-130, ERS-135, ERS-324 e RSC-453.
Os municípios contemplados são: Erechim, Erebango, Getúlio Vargas, Estação, Sertão, Coxilha, Passo Fundo, Marau, Vila Maria, Casca, Paraí, Nova Araça, Nova Bassano, Nova Prata, Serafina Correa, Guaporé, Dois Lajeados, Vespasiano Correa, Muçum, Encantado, Arroio do Meio, Lajeado, Cruzeiro do Sul, Mato Leitão, Venâncio Aires, Garibaldi, Carlos Barbosa, Boa Vista do Sul, Westfalia, Teutônia, Estrela e Fazenda Vilanova.
Concessão
O novo projeto do “Bloco 2” prevê uma concessão de 30 anos. São 174,5 quilômetros de duplicações e 72,5 quilômetros de terceiras faixas previstas. O período para execução e conclusão das obras será de dez anos. Atualmente, as rodovias administradas pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) possuem pistas simples e apenas alguns trechos com terceiras faixas.
A estruturação dos projetos viários leva em conta obras com foco na resiliência, abrangendo 15 pontes em cota elevada e acréscimo de camada drenante nas duplicações em áreas afetadas pela enchente.
Outras melhorias previstas na concessão são a implementação de mais de 323 quilômetros de acostamentos, 61,5 quilômetros de marginais e 32 passarelas para pedestres, entre outras medidas. Também estão previstos socorro mecânico e médico 24 horas, monitoramento por câmeras e bases de atendimento aos usuários.
Ampliações de faixas
– ERS-135: 40,5 quilômetros a serem duplicados e 26,8 quilômetros em terceiras faixas.
– ERS-324: 60,6 quilômetros a serem duplicados e 22,5 quilômetros em terceiras faixas.
– ERS-130: 18,2 quilômetros a serem duplicados e 9,9 quilômetros em terceiras faixas.
– ERS-129: 7,4 quilômetros a serem duplicados.
– ERS-128: 3,7 quilômetros a serem duplicados.
– RSC-453: 44,1 quilômetros a serem duplicados e 13,4 quilômetros em terceiras faixas.
Com a palavra…
De acordo com o chefe do Executivo, a análise técnica considerou quase 400 sugestões recebidas durante os 70 dias de consulta pública, além de contribuições coletadas em encontros com autoridades, entidades e outros expoentes locais. Leite ressatou:
“As concessões de rodovias são uma realidade em todo o País. É um tema técnico. Todos os governos de todas as ideologias e bandeiras promovem parcerias público-privadas para administrar e qualificar suas estradas. No RS, não é diferente”.
Ele complementou: “Com a concessão, vamos garantir os investimentos robustos e necessários para qualificar as estradas e ampliar o desenvolvimento econômico de regiões tão afetadas pelas enchentes. Reduzimos a tarifa para R$ 0,18 e temos confiança de que no leilão temos chance de reduzir ainda mais”.
Titular da Secretaria da Reconstrução Gaúcha (Serg), Pedro Capeluppi também se manifestou: “A concessão está sendo uma construção conjunta com a sociedade. Atendemos grande parte dos pedidos recebidos na consulta pública, sem deixar de lado as obras de ampliação e de resiliência climática, assim como a preocupação com a segurança viária”.
(Marcello Campos)
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Cidades contempladas… É uma piada mesmo… Então como pagaremos pedágios em todas as rodovias seremos isentos de pagamento de IPVA… “Há não preciso desse dinheirinho”… Aposto que a vencedora do “leilão” será a famosa EGR…
Infelizmente é só o que essa pessoa sabe fazer. Pedagiar e privatizar.
Do jeito que está, acho qe se tornou apenas gerente de recursos humanos, “administrando” folha de pagamento. Mas não é o único culpado, a assembléia legislativa tem sua grande parcela de culpa.
E tem pretensão de querer ser presidente.
Cidades e cidadãos PUNIDOS , isso sim. Cada vez mais Imposto, pedagios, tarifas….. . Sempre sacrificando a popolução.
Tem que reduzir o gasto administrativo com a maquina publica, isso sim. Eles não produzem nada custão muito e ainda são ineficientes.
É o que todos eles sabem fazer, aumentar a carga para os cidadãos, independente da quadrilha que façam parte, todos só sabem onerar a população. Cortar gastos, mordomias das burguesias do serviço público e dos políticos nem pensar.O discurso é um até ser eleito, depois a realidade é sempre a mesma. sempre falta dinheiro para o que é importante para a sociedade, nunca falta dinheiro para distribuir aos que não produzem nada…