Sexta-feira, 19 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 2 de dezembro de 2022
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
É crescente o desapontamento dos apoiadores de Jair Bolsonaro com seu estado de prostração, sem articular palavra, como que se esperava de quem, embora oficialmente derrotado, saiu das urnas com um raro capital político de líder da oposição, com mais de 58 milhões de votos. Ao contrário, a atitude do presidente é de desinteresse no próprio legado. No jantar organizado pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, terça (29), ele parecia não querer estar ali. Chegou calado e foi embora assim.
‘Tropa’ ignorada
Desde o 2º turno, o ex-falante Bolsonaro esteve quatro vezes no Planalto e não dirigiu qualquer mensagem para manter sua “tropa” mobilizada.
Reagiu muito mal
O que mais incomoda e surpreende os apoiadores, segundo voz corrente dos convidados ao jantar do PL, é que Bolsonaro reage mal à derrota.
À espera de milagre?
Além de não se dirigir aos apoiadores, não há notícia de que Bolsonaro articule coisa alguma, nem para o presente e nem para o futuro.
Estranha atitude
Eleito em outubro, um parlamentar amigo de Bolsonaro dos tempos de caserna saiu do jantar impactado: “Não parecia aquele que conheço”.
Davi Alcolumbre preocupa equipe de transição
Presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, por onde começa a tramitar a PEC fura-teto, Davi Alcolumbre (União-AP) é motivo de desconfiança entre membros da transição, que tem pressa para aprovar o texto que libera a gastança fora do teto de gastos. O grupo lulista queria ter reunido a CCJ já nesta semana, na quarta-feira (30), mas Alcolumbre colocou o pé no freio. Como nos tempos de aliança com Bolsonaro, ele parece pretender, digamos, compensações políticas.
Ele se valoriza
Cabe a Alcolumbre convocar as reuniões da CCJ e designar o relator da PEC que pode, inclusive, ser o próprio senador.
Combinar com os russos
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), tem prometido a aprovação da PEC na próxima semana. Não é o que diz Alcolumbre.
Chá de cadeira
É sempre lembrado o caso de André Mendonça que, boicotado por Alcolumbre, esperou cinco meses virar ministro do Supremo.
Atrasado e mudo
O barulhento grupo de trabalho que está cuidando da área ambiental atrasou a entrega do relatório. Também não se falou nada da queda de 11% (dados do Inpe) no desmatamento da Amazônia.
Ataque mala
O crescimento do nome de Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado fez a Transição atacar o Ministério do Desenvolvimento Regional, que senador eleito comandou e fez avançar como nunca a transposição do São Francisco e outras obras paralisadas no Nordeste.
Check-in
Sempre no holofote da equipe de transição para garantir uma vaga na Esplanada, Fernando Haddad cava uma cadeira na comitiva de Lula para os Estados Unidos, em dezembro. Não teve o nome confirmado ainda.
A voz do povo
Virou sensação na Câmara, esta semana, o caminhoneiro valente Zé Trovão (PL-SC), eleito deputado federal, apesar de censurado e da tornozeleira. Todos queriam selfie com ele, até a turma do cafezinho.
Passando o chapéu
Na reunião de quinta com Lula, sindicalistas levaram na pauta, além do aumento real do mínimo, a pretensão esperta da volta da excrescência do imposto sindical. O pleito foi barrado antes por Geraldo Alckmin.
Repelente
A vida de quem trabalha na área externa do CCBB é bem diferente das ótimas instalações da equipe de transição. Longe do conforto da sede, seja com a imprensa ou com a segurança, os mosquitos são implacáveis.
Vai bombar
A Suno Asset lançou o SNEL11, primeiro fundo imobiliário para investir em geração de energia por meio usinas fotovoltaicas, solar, de olho na expectativa de crescimento de 91,3% do setor, nos próximos anos.
Olho na grana
O TSE recebeu pedido para que destine a multa de R$22,9 milhões do PL para o compra de vacinas contra Covid-19. A ação é entidades ligados ao tratamento da hanseníase e aos direitos humanos.
Pensando bem…
…enquanto a Copa rolava, a Câmara aprovava a regulamentação da pouca vergonha, legitimando o lobby até para “influenciar” licitações.
PODER SEM PUDOR
Herança maldita
Secretários do governo gaúcho estavam inconformados com o estilo light do ex-governador Germano Rigotto, que jamais criticava abertamente a herança que recebeu de Olívio Dutra (PT). Os secretários fizeram essa cobrança ao próprio Rigotto, em reunião, em 2003. Alceu Moreira (Habitação), ex-prefeito de Osório, conhecido por não ter papas na língua, desabafou: “Se eu fizesse na prefeitura de Osório o que encontrei na secretaria, estaria na cadeia…”
(Com a colaboração de Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos)
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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É bom jair caindo fora.
Começa a apoiar o morão. O moro também quer ser presidente. Dois gigantes da direita….
É. Tomaram banho de chuva a toa. Não entendo como estas pessoas fizeram isso. Tem de haver interesses excepcionais por trás.
Bozo tá com a síndrome do pânico.
Votei no Bolsonaro mas a inércia que ele mostra agora é a mesma de todo governo. Nunca reagiu aos atropelos do Alexandre de Moraes, alegando que jogava nas 4 linhas da constituição e o Alexandre foi avançando cada vez mais até tomar conta total. Exemplo de inércia total foi quando ele publicou um decreto dando anistia para aquele deputado e o Alexandre de Moraes ignorou e continuou punindo o deputado e o Bolsonaro não disse um ai. Ali ele abriu a porteira para o Alexandre de Moraes fazer o que quisesse. Em suma, Bolsonaro foi um cagão no governo que… Leia mais »