Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 29 de novembro de 2015
Antes de tomar uma posição mais drástica, a cúpula do PT deve suspender o ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT- MS), preso na quarta-feira pela Polícia Federal após a revelação de uma conversa em que ele tentava atrapalhar a Operação Lava-Jato.
Embora diversos petistas preguem a expulsão, o estatuto da sigla não prevê esse rito sumário. Um de seus artigos diz que o filiado será excluído quando houver condenação por crime ou prática administrativa ilícita, desde que a sentença esteja transitada em julgado, ou seja, quando o réu esgotou todas as possibilidades de defesa.
Na reunião da Executiva Nacional da legenda, prevista para os próximos dias, os integrantes podem enviar o caso de Delcídio à Comissão de Ética e abrir processo interno para investigar sua conduta. Enquanto isso, a tendência é afastamento das atividades partidárias. Em conversas reservadas, uma alternativa cogitada para não piorar a crise interna seria a de pressionar pela desfiliação espontânea do senador.
A posição do PT em relação ao caso didiviu suas bancadas e preocupa o Palácio do Planalto, por ser mais um ingrediente a conturbar o clima político no Congresso Nacional. Nos bastidores, há quem veja “dois pesos e duas medidas”, na comparação com o tratamento da direção da sigla ao ex-ministro José Dirceu e ao ex-tesoureiro João Vaccari Neto, outros dois petistas presos pela Lava-Jato. (AE)
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