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Política Publicitário paulista suspeito de financiar golpistas é um dos alvos da Polícia Federal

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Nas redes sociais, Moreno narrou ter sido acordado às 6h pelos agentes.

Foto: Reprodução
Nas redes sociais, Moreno narrou ter sido acordado às 6h pelos agentes. (Foto: Reprodução)

O publicitário paulista Rafael Moreno foi um dos alvos da operação Lesa Pátria, da Polícia Federal (PF), deflagrada na manhã desta terça-feira (16). De acordo com as investigações, ele é suspeito de ter financiado os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, arrecadando dinheiro por meio de um site de financiamento coletivo.

Nas redes sociais, Moreno narrou ter sido acordado às 6h pelos agentes. “Até quando vou ser perseguido?”. Ele usou sua rede social para afirmar que, sim, fez um financiamento coletivo e que os valores arrecadados foram convertidos em “alimentos, remédios, barracas, colchões, aluguel de tendas, entre outras coisas, exclusivamente para o acampamento em frente aos quartéis”, mas nega ter participado do 8 de Janeiro.

Desde os ataques que depredaram os prédios públicos do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Palácio do Planalto, a PF tem realizado ações para identificar articuladores, responsáveis e financiadores dos atos antidemocráticos.

Até agora, as investigações da corporação apontam para uma rede de apoio, inclusive financeiro, de empresários, fazendeiros, influenciadores e políticos, que possibilitaram a ida de vândalos para Brasília, além da conivência de policiais militares durante a invasão às sedes dos Três Poderes.

Desde o dia 20 de janeiro de 2023 até esta terça, quando foi deflagrada a 26ª fase, a Operação Lesa Pátria já realizou 100 prisões preventivas e vasculhou 365 endereços.

Os suspeitos podem responder pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

Entre os alvos da operação que busca identificar os envolvidos no 8 de Janeiro, estão apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro que estavam em Brasília naquele domingo. A PF já identificou e prendeu, por exemplo, Aildo Francisco Lima, que se filmou sentado na cadeira do ministro do STF Alexandre de Moraes durante os ataques, além de outro golpista, Nelson Ribeiro Fonseca Junior, que furtou uma bola autografada pelo jogador Neymar Júnior que ficava exposta no Congresso – e foi recuperada três semanas após a invasão. Antônio Cláudio Ferreira, o homem que quebrou o raro relógio de Dom João VI, também foi preso.

Débora Rodrigues dos Santos, flagrada pichando “perdeu, mané” na estátua da Justiça em frente ao prédio do STF, foi presa na 8ª fase, em 17 de março do ano passado, com outros 31 suspeitos. Em fevereiro do ano passado, o sargento da Polícia Militar William Ferreira da Silva que fez vídeos subindo a rampa do Congresso e dentro do Supremo também foi preso alvo da operação.

Já outro braço da operação investiga quem pagou ou arrecadou recursos para apoiar os vândalos com a estrutura necessária para chegarem a Brasília, incluindo também água e comida para os manterem na capital. O deputado estadual de Goiás Amauri Ribeiro (União) é um dos investigados. Alvo de busca e apreensão em agosto do ano passado, o parlamentar afirmou na tribuna da Assembleia Legislativa do Estado ter “ajudado a bancar” acampamento golpista montado em frente a quartel do Exército.

Na penúltima fase, em 29 de fevereiro, dois suspeitos de terem financiado o acampamento em Brasília foram presos. Joveci Xavier de Andrade e Adauto Lúcio de Mesquita são sócios de uma rede de supermercados.

A Operação também chegou ao deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), líder da oposição na Câmara. As buscas contra o deputado foram motivadas por mensagens trocadas com uma liderança de extrema direita, responsável por organizar bloqueios de estradas após as eleições 2022.

Segundo o último balanço da Lesa Pátria, divulgado em janeiro pela PF, quando a invasão fez aniversário de um ano, 1.393 pessoas foram presas em flagrante na Praça dos Três Poderes. Além das prisões, que nas 26 fases da operação somam 100, foi realizado o bloqueio de R$ 11,6 milhões em bens dos investigados. Os prejuízos com a depredação é estimado pela PF em R$ 40 milhões.

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