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Mundo Putin faz voo em bombardeiro supersônico que carrega até 20 armas nucleares e pode alcançar os Estados Unidos

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O Kremlin divulgou um vídeo em suas redes sociais com a performance do presidente russo. (Foto: Reprodução/Vídeo)

O presidente russo, Vladimir Putin, realizou nessa quinta-feira um voo de trinta minutos a bordo de um bombardeiro estratégico supersônico Tu-160M das forças de dissuasão nuclear da Rússia, em meio ao conflito na Ucrânia.

Segundo agências de notícias russas, ele decolou da pista de uma fábrica de aviões em Kazan, capital da república central russa do Tartaristão. O voo, segundo estas fontes, foi realizado a bordo de um Tu-160M, versão modernizada da aeronave projetada pela União Soviética durante a Guerra Fria.

“Estamos recebendo equipamentos novos, excelentes e de nova geração”, destacou o chefe do Kremlin, em declarações reproduzidas pela agência Ria-Novosti.

O Tu-160M ​​​​é um bombardeiro pesado, capaz de realizar ataques nucleares e convencionais a longas distâncias. Desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, o presidente russo enviou armas nucleares táticas a Belarus e, no início de novembro, revogou a ratificação do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBT), num contexto de crise com o Ocidente.

No fim de outubro, a Rússia também realizou testes de disparo de mísseis balísticos com o objetivo de preparar as suas forças para um “ataque nuclear massivo” de resposta.

A doutrina nuclear russa prevê o uso “estritamente defensivo” de armas atômicas, no caso de um ataque à Rússia com armas de destruição em massa ou eventual agressão com armas convencionais que “ameace a própria existência do Estado”.

Novos armamentos

Projetado na era soviética, os bombardeiros supersônicos Tu-160, também conhecido como Blackjack (alcunha dada pela Otan), tem capacidade de até 110 toneladas e pode alcançar uma velocidade máxima de 2.220 km/h. A aeronave fez seu voo inaugural em 16 de dezembro de 1981, e o Exército da Rússia conta ainda com 17 desses modelos.

A Rússia aposentou a aeronave do serviço ativo em 1995, com a justificativa de que não poderia arcar com os elevados custos operacionais da aeronave. Em 2015, no entanto, o Tu-160 foi modernizado (passando a ser chamado de Tu-160M) e recolocado de volta em serviço em um projeto do governo que visava atenuar a redução na frota de bombardeiros estratégicos russos.

Putin reforçou na quarta-feira (21) o papel central que ele acredita que o arsenal nuclear da Rússia desempenha na defesa do país. Ao visitar uma fábrica de aviação, ele entrou no compartimento de bombas de um bombardeiro estratégico Tu-160M, o mais moderno da frota russa. Ele não escondeu seu interesse em atualizar os sistemas da Guerra Fria, como o bombardeiro, que pode alcançar os EUA e é projetado para transportar duas dezenas de armas nucleares.

Na mesma ocasião, Putin anunciou uma frota de novas armas, sendo algumas ainda em desenvolvimento. Uma delas é Poseidon, um torpedo nuclear não tripulado que foi projetado para atravessar o Pacífico sem controle humano e explodir na Costa Oeste dos Estados Unidos. A Rússia, no entanto, tem sido menos transparente sobre os acidentes que ocorreram durante os testes desses novos armamentos.

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