Segunda-feira, 14 de Junho de 2021

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Economia Puxada pela alta dos remédios, inflação brasileira fica em 0,31% em abril

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Taxa ficou em 0,31% no mês passado, ante 0,93% em março

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Taxa ficou em 0,31% no mês passado, ante 0,93% em março. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), considerado a inflação oficial do País, ficou em 0,31% em abril, abaixo da taxa de 0,93% registrada em março, conforme divulgado nesta terça-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Apesar da desaceleração, no acumulado em 12 meses o IPCA subiu para 6,76%, permanecendo acima do teto da meta do governo para a inflação no ano – o centro da meta é de 3,75%, podendo variar entre 2,25% e 5,25%.

“No ano, o índice acumula alta de 2,37% e, em 12 meses, de 6,76%, acima dos 6,10% observados nos 12 meses imediatamente anteriores”, informou o IBGE. A taxa acumulada em 12 meses é mais alta desde novembro de 2016, quando ficou em 6,99%. Naquele ano, porém, o teto da meta de inflação era de 6,5%. O resultado de abril, no entanto, veio dentro do esperado. Pesquisa da Reuters apontou que a expectativa de analistas era de alta de 0,30%.

Veja o resultado para cada um dos 9 grupos pesquisados

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta de preços em abril. O maior avanço foi em Saúde e cuidados pessoais (1,19%). Já a inflação de alimentos e bebidas (0,40%) teve o segundo maior impacto no índice e acelerou em relação ao mês anterior (0,13%).

Remédios mais caros

A principal pressão em abril, segundo o IBGE, veio da alta nos preços dos produtos farmacêuticos, com alta de 2,69% e impacto de 0,09 ponto percentual no IPCA de abril.

No dia 1º de abril, o governo autorizou o reajuste de até 10,08% no preço dos medicamentos, dependendo da classe terapêutica. A maior variação nos produtos farmacêuticos veio dos remédios anti-infecciosos e antibióticos (5,20%). Houve alta também em produtos como perfumes (3,67%), artigos de maquiagem (3,07%), papel higiênico (2,90%) e produtos para cabelo (1,21%).

Carnes, frango e leite sobem

Já nos alimentos, os principais impactos em abril partiram das proteínas, em especial carnes (1,01%), leite longa vida (2,40%), frango em pedaços (1,95%) e tomate (5,46%). No lado das quedas, as frutas (-5,21%) foram o principal destaque.

“Isso tem a ver com os custos de produção, sobretudo por causa da ração animal, produzida com milho e soja, que são commodities que estão com os preços em alta”, destacou o pesquisador.

Combustíveis têm deflação

Apenas o grupo transportes (-0,08%) registrou queda de preços em abril, favorecido pela deflação nos combustíveis (-0,94%). O gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, lembrou que foi justamente este grupo que, nos dois meses anteriores, havia puxado a inflação no país.

Após 10 meses consecutivos de alta, a gasolina recuou 0,44% em abril. Mas a queda mais intensa no grupo veio do etanol (-4,93%). “Nós tivemos, em abril, uma queda de quase 5% no preço do etanol e de 0,44% da gasolina, que é o item de maior peso no IPCA”, apontou o pesquisador. Ele lembrou, ainda, que o preço médio da gasolina havia aumentado em 11% em março.

Meta de inflação e estimativas do mercado

A meta central do governo para a inflação em 2021 é de 3,75%, e o intervalo de tolerância varia de 2,25% a 5,25%. Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), que agora está em 3,50% ao ano.

Por ora, os analistas das instituições financeiras projetam para o ano uma inflação de 5,06%, portanto abaixo do teto, conforme aponta a última pesquisa Focus do Banco Central. O mercado mantém a expectativa para a taxa Selic em 5,5% ao ano, o que pressupõe novas altas do juro básico. A expectativa do mercado é de que uma nova alta de 0,75 ponto percentual na Selic deva ocorrer em junho.

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