Segunda-feira, 01 de Junho de 2020

Porto Alegre
Porto Alegre
14°
Partly Cloudy

Armando Burd Quando vão reconhecer a culpa?

Compartilhe esta notícia:

O deputado federal Júlio Rececker propôs boicote às fábricas da China conhecidas pelo regime de semi-escravidão. (Foto: Reprodução)

Amanhã vão se completar três meses da primeira morte por coronavírus. O governo chinês declarou ter descoberto em dezembro, mas fontes confiáveis garantem que o problema foi escondido por 90 dias.

Hoje, provoca uma pandemia com efeitos sem precedentes. O governo do país onde se originou ainda não pediu desculpas.

Silêncio para levar vantagem

Muitos países garantem suas exportações para o país capitalista que mantém o sistema político comunista. Outros importam produtos em grande quantidade a preços baixos, porque a China domina e inunda o mercado mundial. Esmaga os concorrentes com preços imbatíveis por meio da exploração da mão de obra que remonta ao século retrasado. O modelo econômico cala os que gostariam de criticar o governo chinês.

Coragem exemplar

A única denúncia ocorrida no Congresso Nacional deu-se por iniciativa do deputado federal Júlio Redecker. Buscou parceiros para propor boicote aos produtos chineses fabricados no regime de semi-escravidão e com direitos trabalhistas nulos. O movimento começaria no Brasil. Depois, a restrição avançaria para os países integrantes do Mercosul. Parlamentares recusaram a proposta por temer represálias.

Nuvens pesadas

As possíveis consequências da pandemia na Economia brasileira: 1ª) a falta de alguns produtos com a diminuição na produtividade; 2ª) o aumento dos custos, resultado da oscilação do preço dos insumos importados; 3ª) o encolhimento das demandas devido ao período de quarentena.

Surpresa trágica

Quem poderia imaginar, há seis meses, que um vírus iria provocar tantas mortes e revirar a economia mundial?

No aperto

Setores do Ministério da Fazenda, responsáveis pelas contas, não gostaram: 16 Estados pediram e obtiveram do Supremo Tribunal Federal a suspensão por seis meses do pagamento das dívidas com o governo federal. Os recursos deverão ser destinados a ações de combate ao avanço do novo coronavírus.

Palpite infeliz

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse ontem que “a crise do coronavírus é uma oportunidade para construir pontes entre o Parlamento e o Executivo”.

Se uma tragédia se torna condição para acabar com brigas políticas, estamos em situação muito pior do que se poderia supor.

Deu no site

“O juiz titular da 4ª Vara Federal Cível do Distrito Federal, Itagiba Catta Preta, bloqueou os recursos dos fundos eleitoral e partidário para destiná-los ao combate do novo coronavírus.”

É a vacina adequada contra gastos dispensáveis.

Faltará dinheiro

O aperto sem precedentes nas despesas impedirá que a coisa pública e as relações políticas continuem sendo um grande acordo entre privilegiados. É o que tem dificultado a construção de uma verdadeira democracia no país.

Defesa da sociedade

Perguntas feitas pela Associação Riograndense de Imprensa, ontem, em mensagem no Dia do Jornalista:

Quem explica o mundo para todo mundo? Quem conta a história da História? Quem separa o fato do boato? Quem transforma ação em informação? Quem rima liberdade com verdade? Quem fala quando a maioria cala?

Distante dos delírios do poder

Franklin Delano Roosevelt foi presidente dos Estados Unidos de 1933 a 1945. Parlamentares conservadores o acusavam de querer introduzir o comunismo. Grupos à esquerda diziam que era inerte, ineficiente e covarde.

Certa vez, um historiador lhe perguntou: “O senhor não perde a paciência quando vê o Congresso criando tantas dificuldades para seu governo, enquanto os ditadores impõem o que querem com a máxima facilidade?”

A resposta de Roosevelt: “Um governo sem oposição é uma coisa muito aborrecida, mortalmente aborrecida. Confesso não ter nenhuma inveja dos ditadores bem sucedidos.”

Outro efeito da pandemia

A indústria do cigarro não sobreviverá. A última pesquisa do Ministério da Saúde, feita em 2019, mostrou que houve queda de 40 por cento no hábito de fumar em 12 anos no país. Os fumantes passaram de 15,6 por cento da população para 9,3. A iniciativa foi do Setor de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas.

Sem chance

A crise fará com que projetos megalomaníacos de governos aterrissem na gaveta das utopias.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Armando Burd

Fatos históricos do dia 8 de abril
Mandetta reduz o tom tentando não ser demitido
Deixe seu comentário
Pode te interessar