Domingo, 23 de janeiro de 2022

Porto Alegre
Porto Alegre
33°
Fair

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail ou WhatsApp.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Rio Grande do Sul Quase 240 cidades gaúchas já decretaram situação de emergência por causa da falta de chuva

Compartilhe esta notícia:

Até agora, 108 medidas já foram homologadas pelo governo gaúcho e 56 reconhecidas pelo federal. (Foto: EBC)

Até esta sexta-feira (14), ao menos 239 dos 497 municípios do Rio Grande do Sul já haviam decretado situação de emergência por causa da falta de chuvas, de acordo com a Defesa Civil. Desses, 108 já receberam homologação pelo Poder Executivo gaúcho e 56 foram reconhecidos pelo governo federal. A medida é necessária para que uma prefeitura receba ajuda humanitária.

Trata-se, também, de um requisito para que agricultores e pecuaristas locais possam refinanciar dívidas relativas a financiamentos agrícolas.

De acordo com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rutal (Emater), até o dia 7 de janeiro quase 200 mil propriedades registravam perdas na agropecuária por conta da estiagem.

O cenário preocupante motivou a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, a visitar o Interior do Estado. Ela esteve na quarta-feira (12) na área rural de Santo Ângelo.

Em suas redes sociais, a ministra disse que o governo federal foi ao estado para “ver de perto a situação das lavouras atingidas pela seca e conversar com os produtores rurais em busca de soluções”.

Durante a visita, a ministra esteve acompanhada pelo vice-governador do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Júnior, já que o titular Eduardo Leite cumpre quarentena desde que recebeu teste positivo para coronavírus.

Eles se reuniram com líderes locais em um auditório da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões, junto com equipes técnicas do Ministério e da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr).

Durante a visita, Tereza disse que ainda não é possível mensurar os prejuízos que foram provocados pela estiagem no Estado:

“Ainda não podemos dar números. Há lavouras que se recuperam e outras não, ainda pode chover. São graus diferentes. Temos que monitorar e fiz questão de vir aqui para ver o que já se pode propor para mitigar os problemas que os Estados enfrentam. Não queremos que as pessoas abandonem a produção. Não resolveremos tudo, mas minimizar se agirmos rápido e agora”.

Governador

Embora afastado das atividades presenciais por causa da covid, Eduardo Leite encaminhou à ministra um ofício informando que a maioria dos municípios gaúchos dependem da agropecuária e que a estiagem provoca grandes prejuízos à economia estadual. Ele frisou o fato de que o setor é responsável por mais de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho e por 60% das exportações do Rio Grande do Sul.

“Não pude acompanhar a ministra Tereza Cristina em visita às regiões mais atingidas pela estiagem, mas conversei com ela e encaminhei, pelas mãos do vice-governador, um ofício com as demandas do Rio Grande do Sul ao governo federal em meio a esta situação de emergência”, escreveu o chefe do Executivo em suas redes sociais.

O documento reúne demandas consolidadas após conversas com representantes de entidades rurais, prefeitos e deputados estaduais e solicita, dentre outros itens, a viabilização de recursos federais para subsidiar juros das operações de crédito rural na agricultura familiar e para fortalecer o Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper), bem como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

(Marcello Campos)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Rio Grande do Sul

Estrutura montada no campus central da UFRGS amplia para 133 o número de locais com testagem gratuita de coronavírus em Porto Alegre
Com nova onda de covid, passaporte vacinal já é exigido de turistas em 16 capitais brasileiras
Deixe seu comentário
Pode te interessar