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Brasil Quase metade dos idosos deixa de consumir algum produto ou serviço por dificuldade em contrair crédito

Em geral, 91% das pessoas com 60 anos de idade ou mais contribuem com o orçamento doméstico. (Foto: Reprodução)

Quase metade dos idosos (45%) deixa de consumir algum produto ou serviço que deseja por dificuldade em contrair crédito, apontou uma pesquisa da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) divulgada nesta quinta-feira (27).

Entre os itens que essa faixa etária não adquire por falta de crédito, os mais citados são a compra ou reforma de imóveis e materiais de construção (11,5%), tratamentos odontológicos (9,8%) e viagens (8,6%). Segundo a pesquisa do SPC, 7,2% dos idosos também mencionaram carros e motos entre os produtos que deixam de consumir por este motivo, seguido de móveis (7%), eletrônicos e eletrodomésticos (4,1%).

Ao tomar decisões de consumo, a maioria dos idosos tem autonomia, toma as próprias decisões e não costuma ceder às aquisições por impulso, concluiu o levantamento.

“Os idosos são consumidores ativos e exigentes como qualquer pessoa mais jovem. Eles estão prontos para investir em sua qualidade de vida, sabem de suas necessidades e prioridades, mas nem sempre encontram produtos e serviços que atendam a estas expectativas”, disse a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

As compras são planejadas com antecedência por 72% deles, enquanto mais da metade (55%) afirma ser a única pessoa que toma decisões de consumo. Quatro em cada dez dizem que gastam menos com produtos básicos para a casa e mais com coisas que desejam, enquanto 18% revelam que comprar virou uma das atividades de lazer favoritas.

A pesquisa também concluiu que há um potencial de consumo ainda inexplorado entre a terceira idade, pois 36,6% dizem que há poucos produtos voltados entre esse público, enquanto 22,2% têm muita dificuldade em encontrar roupas, pois a maioria é para “muito velhinhos” ou muito jovens.

Mais da metade (51%) dos consultados considera difícil encontrar algum produto específico para a terceira idade, principalmente os alimentos especiais, reclamação de 17%. Outros 15% reclamam da falta de locais para sair adequados para a terceira idade, como bares, restaurantes e casas noturnas. Também incomoda 15,2% dos idosos o tamanho das letras e teclado de aparelhos celulares, enquanto 12,2% se queixam da falta de roupas adequadas.

Preço é o que mais pesa ao comprar

Seis em cada dez idosos (62,6%) consideram o preço ao escolherem o local de consumo, seguido da qualidade (43%), do atendimento (40,6%) e da confiança no estabelecimento (27,8%).

O levantamento mostrou ainda que as farmácias e drogarias são os locais de consumo mais frequentados por 47,6% dos idosos, seguidas das lojas de rua ou bairro, que são os locais preferidos de compra de 36,1% deles. Outros 35,6% citaram lojas de departamento.

Quanto aos aspectos a serem melhorados nos estabelecimentos, os entrevistados destacaram bom atendimento (48%), rótulos de produtos fáceis de ler (33%), bancos para descanso (32%), boa iluminação (27%) e embalagens mais fáceis de abrir (26%).

“As empresas, marcas e desenvolvedores de produtos têm uma oportunidade de ouro, sobretudo nas próximas décadas, em termos financeiros, já que a população idosa irá triplicar. Para aproveitar essa janela será necessário tornar a experiência de compra mais amigável”, observou a economista-chefe do SPC.

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