Segunda-feira, 25 de Maio de 2020

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Brasil Que empresas estão envolvidas na nova fase da Operação Carne Fraca? Veja a lista

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A Polícia Federal suspendeu temporariamente as atividades em três abatedouros de aves da BRF. (Foto: Reprodução)

A terceira fase da Operação Carne Fraca foi deflagrada nesta segunda-feira (5) pela PF (Polícia Federal). Ela investiga um suposto esquema entre a BRF, dona de marcas como Sadia e Perdigão, e laboratórios para fraudar resultados de exames em produtos da companhia e omitir a presença da bactéria salmonella.

A empresa disse que “está se inteirando dos detalhes” da nova fase da operação e que colabora com as investigações para esclarecer os fatos.

Ao todo, agentes da PF e do Ministério da Agricultura cumprem 91 ordens judiciais nos Estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e São Paulo, sendo 11 mandados de prisão temporária, 27 mandados de condução coercitiva e 53 mandados de busca e apreensão. Veja abaixo mais detalhes.

Unidades da BRF suspensas

A Polícia Federal suspendeu temporariamente as atividades em três abatedouros de aves da BRF: em Carambeí (PR); em Mineiros (GO); e em Rio Verde (GO).

Também foi suspensa temporariamente uma unidade de produção de ração da BRF: em Chapecó (SC).

Equipes da Polícia Federal e do Ministério da Agricultura estiveram nos locais. Dependendo do que for encontrado pela investigação, as unidades poderão voltar a funcionar, ter a suspensão prorrogada ou até ser alvo de novas medidas.

Laboratórios investigados

Entre os laboratórios suspeitos de envolvimento na fraude estão a Mérieux Nutrisciences Corporation e as empresas do mesmo grupo: Allabor Laboratórios; Bioagri Ambiental; e Laboratórios São Camilo de Análises de Alimentos e Água.

Executivos presos

Foi preso o ex-presidente do grupo BRF Pedro de Andrade Faria. Ele teve o mandado de prisão temporária decretado pela Justiça Federal do Paraná e será levado para a superintendência da PF em Curitiba, assim como os outros presos da operação.

Além dele, foi preso o ex-diretor e vice-presidente Hélio Rubens Mendes dos Santos Júnior.

Também tiveram a prisão decretada: um diretor de operações nos Estados de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso; um gerente agropecuário; uma funcionária responsável pela coordenação de assuntos regulatórios da empresa; uma responsável pela garantia da qualidade; um gerente jurídico; um gerente industrial; duas técnicas de garantia de qualidade da fábrica de rações; a diretora técnica e gerente de laboratório representante das empresas Bioagri Ambiental e Laboratórios São Camilo.

Os investigados poderão responder, dentre outros, pelos crimes de falsidade documental, estelionato qualificado e formação de quadrilha ou bando, além de crimes contra a saúde pública.

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