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Saúde Quem disse que uma mulher não pode ser bela e elegante usando manequim acima do tamanho 44?

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Candice Huffine é uma modelo plus size de 31 anos que se tornou fenômeno de campanhas de moda. (Crédito: Reprodução)

Curvas generosas e manequim do tamanho 44 pra cima. Essa é a combinação que as modelos consideradas “cheinhas” possuem para se enquadrar no time das modelos plus size. Afinal, mulher bonita não é apenas aquela que usa até manequim 38. A diversidade de tipos físicos dos brasileiros abriu espaço para um segmento de negócio que não sai de moda: vestuário e calçados para consumidores que estão fora do padrão de medidas da indústria tradicional.

Muitos empreendedores estão dispostos a mostrar soluções para pessoas muito altas, com coxas grossas, quadris e bustos avantajados, que usam roupas acima de 44 ou têm pés menores que a maioria da população. Eles apostam na venda de produtos difíceis de se comprar nas araras das lojas e acumulam lucros, investindo em um conceito de negócio inclusivo e sem preconceitos.

O mercado plus size (ou moda GG) é uma tendência em alta no Brasil. Com crescimento de 6% ao ano, movimenta cerca de 12 bilhões de reais, o que representa 3% do faturamento total do segmento de vestuário, segundo a Abravest (Associação Brasileira do Vestuário). São 2 mil fábricas no País especializadas na produção de peças exclusivas para manequins acima de 44. Outra questão que reforça esse nicho é o aumento do público alvo. De acordo com o Ministério da Saúde, mais da metade da população brasileira (50,08%) está acima do peso e, destes, 17,5% são obesos.

“Trata-se de um negócio promissor e que ainda não enfrenta muita concorrência no Brasil. A pessoa que está acima do peso também vai querer consumir moda. Nos últimos cinco anos, algumas empresas perceberam que era um bom nicho de investimento e viram as vendas explodirem. Os mais gordinhos, antigamente, recorriam às costureiras ou vestiam o que lhes coubessem”, comenta o presidente da Abravest, Roberto Chadad.

Cyntia Horowicz acreditou no potencial deste mercado e inaugurou, em 2013, com mais três sócias, a loja virtual Flaminga, uma multimarcas especializada na venda de roupas femininas, biquínis e lingeries com tamanhos a partir de 44. O negócio deu certo e vem crescendo: no ano passado o faturamento foi de cerca de 3 milhões de reais. Neste ano, a empresa espera aumentar a receita em 50%. (AG)

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