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Mundo “Queremos evitar uma nova catástrofe”, diz o chanceler da Ucrânia na Assembleia da ONU

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Ministro das Relações Exteriores disse que ainda acredita na diplomacia

Foto: Reprodução
Ministro das Relações Exteriores disse que ainda acredita na diplomacia. (Foto: Reprodução)

Durante a Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) nesta quarta-feira (23), o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, disse que o país defende uma resolução pacífica para o conflito, que as acusações da Rússia sobre militarização são “absurdas” e pediu apoio internacional com “ações concretas”.

“Estamos em um momento crítico na história, que pode definir as décadas à frente. Não há tarefa mais importante hoje do que não repetir os erros do passado. Eu acredito no poder do mundo livre e de poder evitar uma nova catástrofe na Europa”, disse.

“Precisamos de sua ajuda para parar a Rússia de seguir com seus planos agressivos. Acreditamos na diplomacia. Ainda há a oportunidade da diplomacia ter uma palavra”, continuou Kuleba.

O ministro agradeceu o apoio das outras nações, principalmente com as sanções, e que a Ucrânia espera “reação imediata da comunidade internacional”. “Esperança deve prevalecer, mas precisamos muito mais do que esperança, precisamos de ações concretas”, afirmou o ministro. “Precisamos de ações concretas, não apenas condenação, antes que cheguemos a um conflito com derramamento de sangue”, acrescentou.

O chanceler alertou que as ameaças e ações da Rússia também podem atingir outros países e que a crise foi aumentada unilateralmente pelos russos. “A Rússia não vai parar na Ucrânia. O que ele [Putin] tenta fazer agora é provar que a ONU é fraca e não é capaz de defender seus princípios, que as regras não se aplicam à Rússia”, pontuou.

Mesmo defendendo a diplomacia e o diálogo em quase todo o discurso, Kuleba alertou que a Ucrânia está pronta “para todos os cenários possíveis” e que não vão hesitar em usar o direito de autodefesa.

Sobre as acusações que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, fez dizendo que a Ucrânia tem planos para adquirir armas nucleares, e que Moscou estaria ao alcance delas, Kuleba disse que o país do Leste Europeu nunca teve essa pretensão.

“A Ucrânia fez uma contribuição histórica para a segurança global. Em 1994, nos desnuclearizamos. Não pretendemos ter novamente armas nucleares e esperamos reciprocidade”, colocou.

Entenda o conflito

Após meses de escalada militar e intemperança na fronteira com a Ucrânia, a Rússia está aumentando a pressão sobre seu ex-vizinho soviético, ameaçando desestabilizar a Europa e envolver os Estados Unidos.

A Rússia vem reforçando seu controle militar em torno da Ucrânia desde o ano passado, acumulando dezenas de milhares de tropas, equipamentos e artilharia nas portas do país. A mobilização provocou alertas de oficiais de inteligência dos EUA de que uma invasão russa pode ser iminente.

Nas últimas semanas, os esforços diplomáticos para acalmar as tensões não chegaram a uma conclusão. Foi reconhecida pelo presidente russo Vladimir Putin, na segunda-feira (21), a independência de Donetsk e Luhansk, duas áreas separatistas ucranianas.

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