Segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
19°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Armando Burd Regra do jogo

Compartilhe esta notícia:

Plenário da Câmara

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

A partir da sessão plenária de hoje, os deputados federais farão o que mais sabem e gostam: discursar. Nenhum mudará de voto sobre o impeachment. Os parlamentares, porém, não resistirão à tentação com transmissões ao vivo por rádio e TV, além da grande presença de repórteres. Haverá shows de malabarismo político-jurídico para plateia boquiaberta.

Alguns falarão duas vezes antes de pensar, achando-se grandes sábios. Poucos usarão um antigo conselho: discurso deve ser como certos trajes. Isto é, bastante longo para cobrir o necessário, porém, curto para ser interessante.

NÃO ADIANTOU

Deu em nada a tentativa do governo de fazer com que o Supremo Tribunal Federal atrapalhe a votação de domingo na Câmara. Os ministros zelam pela aplicação da Constituição, mas têm bom senso.

ALTO RISCO

O PDT dará um tiro contra si, caso decida expulsar Giovani Cherini e outros quatro deputados federais que votarão pelo impeachment. A bancada hoje totaliza 20 parlamentares. A redução fará igualar a partidos inexpressivos. A suspensão será a punição mais adequada, já que a executiva e o diretório nacional decidiram ficar a favor do governo.

CONFRONTO

A Polícia Legislativa não será suficiente para conter deputados exaltados quando ocorrer o anúncio do resultado da votação do impeachment. As provocações serão inevitáveis e a mesa diretora busca aumentar a segurança no plenário.

O serviço médico também reforçará o plantão no plenário.

SEM SAÍDA

A 15 de abril de 2015, a Polícia Federal prendeu em São Paulo o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, apontado pelo Ministério Público Federal como operador dos desvios de verba apurados durante a Operação Lava Jato na Petrobras.

RÁPIDAS

* Concentração do MST na Praça da Matriz comprova: a intolerância atingiu nível perigoso.

* Precaução necessária: temendo invasão, a Assembleia Legislativa, o poder desarmado, suspende as atividades de hoje.

* O que surpreende: o governo federal oferece cargos mas não encontra interessados em número suficiente.

* Com jeito de vingança: cinco ex-ministros de Dilma, que hoje têm cargos no Parlamento, vão votar a favor do impeachment.

* Se o afastamento for aprovado, o processo cairá nas mãos do presidente do Senado, Renan Calheiros, que assumirá o papel de rei do suspense.

* Há várias bolsas de apostas sobre o resultado na Câmara. Em média, 100 reais por palpite. O mago dos números no PMDB prevê 388 votos contra o governo.

* Não precisa ir longe para encontrar erros do governo: no ano passado, quando a inflação foi de 10,67 por cento, o FGTS rendeu menos de 4 por cento.

* O advogado Luiz Francisco Correa Barbosa viajou de Porto Alegre a Brasília, ontem, e acompanhou a posse de Roberto Jefferson na presidência nacional do PTB.

* A bancada do relógio cuco, que tem controle remoto, já está a postos.

* Deu no jornal: “CPI da Máfia do Futebol define novas convocações”. Inclui time completo de vigaristas, oportunistas, desocupados e enganadores.

* Alguns parlamentares lavarão as mãos, levando o sabonete embora.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Armando Burd

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Supremo está aberto para discutir se Dilma cometeu crime de responsabilidade, diz presidente da Corte
Relatório do impeachment pode ser conhecido antes do final da votação
Pode te interessar