GeralRepelente de insetos é capaz de eliminar o coronavírus, indica estudo
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Redação O Sul
| 26 de agosto de 2020
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Vale destacar que o repelente é para uso na pele, não pode ser ingerido e tem sido usado por militares britânicos como uma proteção extra contra o novo coronavírus. (Foto: Juca Varella/Agência Brasil)
Um produto químico usado em repelentes de insetos, cujo componente ativo vem do eucalipto, pode neutralizar a cepa do coronavírus que causa a covid-19 – de acordo com um estudo publicado pelo Ministério britânico da Defesa nesta quarta-feira (26).
Cientistas do Laboratório de Ciência e Tecnologia de Defesa (DSTL, sigla em inglês) descobriram que o citriodiol, usado em produtos contra mosquitos, como o Mosi-guard, tinha propriedades antivirais aplicadas ao vírus em estado líquido e em uma superfície de teste.
O produto foi aplicado diretamente sobre o SARS-CoV-2 em forma de gota e sobre uma “pele sintética” de látex, relatou o Ministério em uma nota.
Em ambos os casos, foi eficaz contra o vírus.
Em alta concentração, o “Mosi-guard resultou em uma diminuição significativa” dessa cepa de coronavírus, acrescenta o comunicado.
O citriodiol é feito do óleo extraído das folhas e do caule do eucalipto citriodora, que cresce na América do Sul, na África e na Ásia, e já se sabia que pode matar outros tipos de coronavírus.
O estudo não foi revisado externamente por outros cientistas. De acordo com o Ministério da Defesa, seu objetivo é servir de “base para outras organizações científicas que estão investigando o vírus e suas possíveis soluções”.
“O DSTL espera que as descobertas desta pesquisa possam ser usadas como um trampolim para que outras organizações ampliem e desenvolva a pesquisa, assim como para confirmar as descobertas desta publicação”, afirma a pasta.
Em maio, o ministro britânico da Defesa, Ben Wallace, disse que as Forças Armadas de seu país estavam usando o repelente de insetos como proteção adicional contra o coronavírus, após receber a confirmação de que não era nocivo.
Anticorpos monoclonais
Para além do avanço das pesquisas em torno de uma vacina contra a covid-19, grupos de pesquisadores e companhias farmacêuticas de todo o mundo continuam buscando alternativas para lidar com a doença causada pelo novo coronavírus.
Uma das opções tidas como promissoras é a terapia de anticorpos monoclonais (ou mAb, na sigla em inglês), um tipo de tratamento que poderia ser adotado tanto para prevenir a infecção quanto para tratar o paciente, uma vez que a doença tenha se desenvolvido.
Todos os projetos de desenvolvimento de anticorpos monoclonais contra a covid-19 ainda estão em fase de estudos, com diversos obstáculos pela frente, como custo, e segurança.
Quando nosso corpo detecta a presença de um antígeno, neste caso o vírus Sars-CoV-2, o sistema imunológico produz anticorpos, proteínas destinadas a neutralizar esse antígeno em particular, com o objetivo de evitar que ele penetre em nossas células, sequestre seus mecanismos e se reproduza.
Os anticorpos monoclonais são as cópias sintéticas criadas em laboratório a partir de um clone de um anticorpo específico, extraído do sangue de uma pessoa que se recuperou da covid-19.
Os mAbs imitam os anticorpos que nosso corpo produz de forma natural.
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