Quarta-feira, 08 de Julho de 2020

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Capa – Caderno 1 Resultados da avaliação que verifica conhecimento de estudantes preocupam prefeito

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Os números indicaram que o desempenho apresentado nos anos iniciais pelos estudantes sofrem uma queda nos anos finais. (Foto: Manoelle Duarte/SMED PMPA)

Os resultados da avaliação que verifica os níveis de conhecimento em Língua Portuguesa e Matemática, da rede municipal, foram divulgados pela Secretaria Municipal de Educação (Smed), nesta sexta-feira (26). Os números indicaram que o desempenho apresentado nos anos iniciais pelos estudantes sofrem uma queda nos anos finais, principalmente em Matemática.

Para o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, a avaliação infelizmente atesta que a proficiência dos alunos é baixa, principalmente nos anos finais. “Os resultados da prova que a prefeitura aplicou em maio confirmam o mau desempenho dos nossos alunos, já atestado pelo Ideb em 2015, último ano em que a cidade teve esse índice divulgado. É por isso que estamos fazendo mudanças na estrutura da Educação da Capital”, enfatizou.

Foram aplicadas 15 questões de cada disciplina para crianças menores e 20 de cada para as crianças maiores. No total, participaram 4.993 alunos de 48 escolas municipais de Ensino Fundamental e da escola comunitária de Educação Básica Pequena Casa da Criança, sendo 3.169 do 5º ano e 1.824 do 9º ano.

Em Matemática, os estudantes do 5º ano tiveram 54,62% de acertos, enquanto os do 9º ano obtiveram 38% de respostas certas. Em Língua Portuguesa, os alunos do 5º ano acertaram 53,05% da prova e os do 9º ano, 48%.

Não foram estipuladas metas de notas, pois o objetivo da avaliação é conhecer o estágio de aprendizagem de cada aluno para elaborar estratégias pedagógicas para melhorar a aprendizagem. O secretário municipal da Educação, Adriano Naves de Brito, pondera que diversas variáveis podem interferir no resultado, mas destaca o alto índice de infrequência como um dos fatores determinantes.

“Os dados mostram que temos um enorme desafio pela frente. Para virar esse jogo, precisamos do envolvimento de toda a sociedade. O problema começa na educação infantil, mas segue por toda a vida escolar. A infrequência atinge todas as etapas e prejudica muito o processo de alfabetização, o que se reflete em todo o histórico de aprendizagem”, diz o secretário.

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