Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 19 de fevereiro de 2016
Os réus do caso de injúria racial contra o goleiro Aranha já podem retornar aos estádios de futebol, depois de quase um ano de proibição. Desde o início de 2015, precisaram comparecer a delegacias de polícia nos horários de jogos do Grêmio.
Em despacho nesta sexta-feira (19), o juiz Marco Aurélio Martins Xavier, do Juizado do Torcedor e Grandes Eventos de Porto Alegre, deu por encerrada a primeira fase do cumprimento da SCP (Suspensão Condicional do Processo) de dois anos a que estão submetidos os acusados.
Daqui para a frente, e até 24 de novembro, os torcedores deverão cumprir com novas exigências, como apresentar-se em juízo trimestralmente e não se afastarem da comarca em que residem por longos períodos. A SCP foi oferecida aos réus pelo Ministério Público e homologada pelo magistrado em novembro de 2014. Trata-se de alternativa que interrompe a ação penal, mas pode ser revogada ou ter penalidades acrescidas a qualquer momento em caso de descumprimento pelos acusados.
O caso
Em agosto de 2014, quando jogavam pela Copa do Brasil Grêmio e Santos, torcedores do time gaúcho apareceram em transmissão de TV xingando o goleiro santista de “macaco” e gesticulando como a imitar o animal. Seguida da repercussão do caso – resultando, inclusive, na eliminação do Grêmio pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva – e a fim de proteger os envolvidos, o processo passou a correr em segredo de Justiça.
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