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Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul confirma segundo caso fatal de dengue neste ano

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Vítima é um idoso de 90 anos, residente em Guaporé. (Foto: EBC)

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) anunciou oficialmente nessa terça-feira (19) a segunda morte por dengue no Rio Grande do Sul neste ano. Trata-se de um homem de 90 anos, que sofria de comorbidades e teve o óbito notificado no município de Guaporé (Serra Gaúcha) em 7 de abril mas só agora confirmado, após a realização de testes complementares.

Mesmo tratado como segundo caso fatal no Estado em 2026, ele faleceu antes da outra vítima, que teve óbito constatado em 15 de abril e com laudo conclusivo emitido apenas dois dias depois. O paciente do mês passado também era idoso, mas mulher, de 83 anos e residente em Jacutinga (Norte gaúcho).

O Rio Grande do Sul registra queda na incidência da dengue, embora a situação ainda demande iniciativas de prevenção e combate. Desde o início de janeiro, são ao menos 1.646 casos confirmados – em 1.362 dessas ocorrências, a doença foi contraída dentro do próprio território gaúcho (os chamados “casos autóctones”). Outras 3.407 suspeitas permanecem sob investigação.

São 1.493 casos confirmados da doença até o momento, dos quais 1.237 são autóctones, ou seja, o contágio ocorreu dentro do Estado. Os demais casos são de pessoas residentes no RS que foram infectadas em viagem a outros locais. Em todo o ano passado, foram confirmados mais de 52 mil casos da doença e 53 óbitos no Estado.

Principais sintomas

– Febre alta e com duração de dois a sete dias.
– Dor atrás dos olhos (dor retroorbital).
– Dor de cabeça.
– Dores no corpo (incluindo articulações).
– Mal-estar geral.
– Náusea e vômitos.
– Diarreia.
– Manchas vermelhas na pele, com ou sem coceira.

Medidas de prevenção

A dengue é transmitida pela fêmea do mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em locais com água parada. Por isso, a principal forma de prevenção é eliminar possíveis criadouros, tanto dentro quanto fora das residências.

Conforme tem sido amplamente divulgado por autoridades e especialistas, a colaboração popular é essencial para se reduzir a proliferação do mosquito e controlar a transmissão da doença. As medidas recomendadas incluem:

– Utilizar telas em portas e janelas e repelentes em áreas de maior transmissão.
– Remover recipientes que possam acumular água, como pneus, garrafas, latas e vasos.
– Manter caixas d’água e reservatórios devidamente vedados.
– Desobstruir calhas, ralos e lajes, evitando o acúmulo de água.

Vacinação disponível

Desde 2024, o Brasil oferece vacina contra a dengue por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). O público-alvo atual são crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que apresenta elevado risco de hospitalização pela doença.

Inicialmente, a imunização priorizou municípios indicados pelo Ministério da Saúde, mas desde fevereiro deste ano a estratégia foi ampliada para todo o País. O fármaco é aplicado com base em esquema de duas doses com intervalo de três meses entre cada uma.

A vacina utilizada estratégia é a Qdenga, produzida pela farmacêutica japonesa Takeda Pharma. Paralelamente, o Ministério da Saúde iniciou a introdução de uma nova vacina 100% nacional e com dose única (primeira desse tipo no mundo), desenvolvida em São Paulo pelo Instituto Butantan. Os primeiros lotes já começaram a ser distribuídos no Rio Grande do Sul.

(Marcello Campos)

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