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Ciência Robô da Nasa pousa em Marte, à procura de indícios de vida no passado do planeta

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Primeira imagem de Marte transmitida pelo robô Perseverance, da Nasa, que pousou no planeta na quinta (18).

Foto: Divulgação/Nasa
Primeira imagem transmitida pelo equipamento, nesta quinta-feira. (Foto: Divulgação/Nasa)

Praticamente sete meses depois de decolar nos Estados Unidos, o veículo semiautomatizado Perseverance, da Nasa (agência espacial norte-americana), pousou em Marte no final da tarde desta quinta-feira (18). A missão buscará indícios de vida no passado do Planeta Vermelho, por meio do recolhimento de amostras de rochas e sedimentos que serão enviados à Terra pela primeira vez na história.

O equipamento é repleto de tecnologias para pesquisar solo e atmosfera de Marte. Além de avançar no que se sabe até hoje sobre a geologia do planeta. Para isso, carrega sete instrumentos com o que há de mais avançado em termos de imagens, análises químicas e minerais, além de espectrômetros e outras tecnologias.

Dentre os experimentos que serão conduzidos está a produção artificial de oxigênio na atmosfera marciana. A meta é ampliar os conhecimentos sobre o planeta, de forma a viabilizar futuras explorações.

A Perseverance pesa por volta de uma tonelada, tem cerca de 3 metros de comprimento, 2,7 metros de largura; e 2,2 metros de altura – medidas equivalentes a um pequeno carro popular.

Segundo a Nasa, o robô pode não fornecer a palavra final se algum dia Marte conteve vida, “mas os dados de coleta e as descobertas terão um papel fundamental quando quer que esse resultado for alcançado”.

A agência lembrou que a humanidade está focada em Marte desde que Galileu, considerado o pai da ciência moderna, pôde observá-lo por um telescópio em 1609.

A Perseverance carrega outra inovação, além dos equipamentos avançados de análise científica. É o drone Ingenuity (Engenhosidade, em tradução livre) – um pequeno helicóptero, também semi-autônomo, que será a primeira aeronave a voar fora do planeta Terra.

Minutos de pânico

Pouco antes de entrar na atmosfera de Marte, o robô se separou da parte de cruzeiro, que o abasteceu de combustível durante a viagem.

Para tocar o solo do planeta vermelho, o Perseverance fez uma manobra muito delicada, chamada de “sete minutos de terror”: em sete minutos, o veículo precisou ter a sua velocidade reduzida de 20 mil km/h para praticamente zero. Mais informações estão disponíveis nas redes sociais da agência especial norte-americana: twitter.com/nasa.

tags: ciência

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