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Brasil Rodrigo Maia fechou acordo com PP, MDB e PTB e praticamente garantiu a sua reeleição como presidente da Câmara dos Deputados

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Maia tem evitado entrar em atrito com o novo governo. (Foto: Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), conseguiu desfazer o único bloco que ameaçava sua reeleição no comando da Casa. Ele fechou, na segunda (28), um acordo com dirigentes do PP e do MDB. O PTB também vai se somar à articulação. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Com isso, o democrata liquida as chances de essas três siglas fecharem uma aliança com a esquerda na tentativa de, ao menos, jogar a disputa para o segundo turno.

Após a publicação do acordo pelo Painel, o líder do PP, Arthur Lira (PP-AL), negou que as negociações tenham sido concluídas.

Ideólogo do bloco de centro-esquerda, ele confirmou, porém, que retirou seu nome da disputa pela presidência da Câmara.

“Eu não consegui viabilizar um bloco de centro-esquerda. Por isso, não sou mais candidato.”

Integrantes do PTB e do MDB confirmam o acerto em torno de Maia. Pelo que o Painel apurou, nenhum nome que tenha se lançado candidato por esses partidos será obrigado a deixar a disputa.

Mourão elogia Maia

O presidente interino Hamilton Mourão avaliou nesta terça-feira (29) que Rodrigo Maia (DEM-RJ) é um bom nome para conduzir a Câmara dos Deputados na próxima legislatura, que se inicia em fevereiro.

Na opinião dele, o parlamentar, que tenta a reeleição e conseguiu viabilizar o apoio de partidos como PSL, PDT e MDB, tem experiência e conhecimento para continuar no cargo.

“Eu acho que é um bom nome, tem experiência, tem conhecimento do pessoal lá dentro”, disse Mourão ao ser questionado pela reportagem.

Perguntado, o general disse ainda que o governo federal não teria problemas em dialogar também com o senador Renan Calheiros (MDB-AL), que tem ensaiado uma aproximação com o presidente Jair Bolsonaro.

“A gente dialoga com qualquer um, sem problemas”, respondeu.

Para evitar a possibilidade de eventuais retaliações, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, filiado ao DEM, ordenou à equipe ministerial que não se envolva ou declare apoio aos candidatos à sucessão no Congresso Nacional.

A senadora Simone Tebet (MDB-MS), candidata à sucessão de Eunicio Oliveira (MDB-CE), no entanto, já reclamou de uma interferência da Casa Civil na disputa legislativa.

Segundo ela, para o DEM interessa que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) seja candidato, pois seria mais fácil de ser vencido por uma candidatura do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), nome favorito de Onyx.

Nas últimas semanas, Maia tem evitado entrar em atrito com o novo governo, na tentativa de contar com seu apoio na eleição legislativa.

Disputa interna no Senado

Diante da possibilidade de enfrentar uma disputa interna contra Simone Tebet (MDB-MS) pela indicação do partido à eleição para a presidência do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL) se voltou aos caciques tradicionais do MDB. Há poucos dias, o alagoano esteve com Michel Temer. A conversa, segundo aliados de ambos, rendeu. Renan saiu com a promessa de que o ex-presidente, de quem nunca foi especialmente próximo, não trabalhará contra ele. José Sarney enviou sinal semelhante.

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