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Armando Burd Rombo ou tombo

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O governo Sartori vai depositar 350 reais para cada matrícula dos servidores vinculados ao Executivo. (Foto: Banco de Dados/o Sul)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Uma das práticas preferidas de muitos governos é o anúncio de rígido esforço de contenção dos gastos públicos. As autoridades se depreciam a cada novo compromisso com a austeridade que não se concretiza. A saída acaba sendo o aumento da carga tributária ou o arranjo de emergência que são obrigados a fazer. O filme agora se repete.

Disse não 

Por duas horas, ontem à noite, na série PDT em Debate, Romildo Bolzan Júnior ouviu apelos de lideranças e filiados. Todos foram unânimes em pedir que concorra ao governo do Estado.

Romildo respondeu, na sede do diretório regional, que o compromisso com o Grêmio inviabiliza a hipótese  de candidatura em 2018. Logo depois, foi aos pontos que lhe interessava expor: 1) o PDT precisa definir com rapidez o candidato ao governo do Estado; 2) elogiou Jairo Jorge, ex-prefeito de Canoas; 3) o partido não pode ser caudatário de outras coligações que chegam ao Palácio Piratini.

Benefício duplo

Na pauta de votações da Assembleia Legislativa, hoje, consta o projeto do Executivo, permitindo aos credores de precatórios, que sejam ao mesmo tempo devedores do Estado, o exercício do direito de compensação.

A aprovação possibilitará a redução do total de precatórios do Estado, atualmente no valor de 11 bilhões e 811 milhões de reais. Vai também propiciar a redução do estoque de dívida ativa do Estado.

Contrários

Veterinários concursados do Estado farão pressão nas galerias da Assembleia contra o projeto que autoriza a Secretaria da Agricultura a contratar prestadores de serviços técnicos e operacionais para executar atividades de inspeção industrial e sanitária, através de processo de credenciamento.

Na mesma mesa

O governador José Sartori recebeu ontem a direção estadual e os deputados do PSB no Galpão Crioulo do Palácio Piratini. Prato principal do encontro: a eleição do próximo ano. Entenderam-se sobre o tempero a ser usado na campanha.

Outros que paguem!

No Brasil, existem diferentes níveis: 1º) os que não têm cartão de crédito; 2º) os que têm cartão de crédito e pagam suas despesas; 3º) os que têm cartão de crédito corporativo do governo federal. Gastam à vontade, e no final do mês, mandam a conta para os contribuintes.

Desde janeiro deste ano até agora, os gastos com cartões corporativos chegaram a 20 milhões de reais.
Pior é que 90 por cento ficam cobertos por sigilo. Não se sabe e não se vê. A justificativa para sua existência é que,muitas vezes, não há tempo para lançar editais, envolvendo certos tipos de despesas. Pelo valor que alcançam, está mais para deboche do que justificativa.

Pressão descabida

A revelação de que a concessão de empréstimos na Caixa Econômica Federal estava vinculada a interesses de políticos revela que o famoso carteiraço continua funcionando. Às vezes é um cartão apresentando o afilhado. Em outras ocasiões, o parlamentar aparece diante do funcionário com aquele ar de quem decide os destinos do país e pergunta: “Você sabe com quem está falando?”

A partir daí, a papelada anda conforme o velho ditado: manda quem pode, obedece quem precisa.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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