Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 12 de agosto de 2016
Determinadas habilidades ou características genéticas aliadas a um estilo de vida saudável podem transformar uma criança em um atleta no futuro. As características que seriam motivo de “bullying” podem camuflar uma especificidade que, se aliada a dieta e hábitos saudáveis, podem fazer o sucesso de um atleta.
Um atleta só se torna atleta porque foi uma criança que praticou esporte. Para chegar ao nível profissional, foram anos de treinamento intenso e determinação. Por isso, é importante incentivar o esporte desde a infância, não só para formar atletas, mas adultos mais saudáveis, inteligentes e sociáveis.
Vida sedentária.
As crianças de hoje têm tendência a uma vida sedentária. Há diversas opções de jogos eletrônicos, os pais têm medo do perigo das ruas e as crianças ficam cada vez mais em casa, ou seja, o gasto calórico acaba sendo pequeno. A alimentação também é cada vez mais industrializada e rica em açúcar e gordura. Esses dois fatores acabam contribuindo para a obesidade.
Na contramão desse contexto está o esporte, que promove um gasto calórico maior e ainda distrai a criança para não ficar comendo guloseimas a tarde toda. Em vez de ficar no sofá devorando um pacote de bolachas, está em uma quadra ou piscina gastando energia.
Planejamento.
A educação física infantil precisa de planejamento. As recreações elaboradas pelos profissionais na iniciação ao esporte preparam o desenvolvimento motor e psicológico. Após a puberdade, a “fase do estirão”, o corpo amadurece e passa a suportar exercícios de alta intensidade, podendo enfrentar a rotina de competições.
Competição.
Não há idade certa para que a criança comece a competir. Em algumas modalidades, elas já começam aos 6 anos, embora a especialização seja mais comum na pré-adolescência, detalha a psicóloga Tássia Ramos. O importante é que os adultos atuem como facilitadores e não abandonem a ludicidade que a infância exige.
“A primeira escolha da criança é sempre brincar. Os traumas e a aversão ao esporte podem vir de uma má facilitação da competitividade. De pais e da torcida que só valorizam o primeiro lugar”, pontua Tássia.
Para conduzir bem este processo, um dos papéis de professores e pais é mostrar que não há problema se a criança não for a melhor. “A possibilidade é de discutir bem a cooperação e a comparação. Em esportes individuais ou coletivos, é necessário reconhecer a importância do outro, mesmo que ele seja superado”, orienta a psicóloga. Ainda segundo Tássia, a competição é natural e pode ser a chave para o aprendizado das relações sociais.
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