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Geral Saiba o que é o grupo mercenário Wagner, quantos soldados tem e por que ele se rebelou

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O grupo Wagner é comandado por Yevgeny Prigozhin, um oligarca russo de 61 anos. (Foto: Reprodução)

O mais recente capítulo da Guerra na Ucrânia foi protagonizado pela milicia formada por mercenários conhecida como Grupo Wagner, que atua no conflito ao lado da Rússia. O grupo iniciou uma rebelião contra o governo de Vladimir Putin, ao afirmar que militares russos mataram “uma quantidade enorme” das suas tropas em ataques aéreos.

Um acordo entre o governo russo e o grupo paramilitar encerrou a insurreição no domingo. O levante armado, porém, representou a maior crise do governo de quase 30 anos de Putin, chamando atenção para o poder e influência do grupo na Rússia.

– O que é o Grupo Wagner? O Grupo Wagner é formado por militares veteranos e detentos recrutados em prisões russas. Além do dinheiro, esses soldados também são motivados pelo nacionalismo russo, que vem ganhando força nos últimos anos, dizem especialistas.

O grupo atua ao lado do exército russo na Guerra da Ucrânia e também há relatos que eles já atuaram na Síria, Líbia, Mali, Moçambique e República Centro-Africana.

Os primeiros relatos sobre o grupo aparecem em 2014, na Ucrânia, quando ajudaram na tomada da Península da Crimeia. Hoje, eles operam principalmente na região de Donbass, onde estão localizadas as duas autoproclamadas repúblicas separatistas pró-Rússia de Donetsk e Lugansk.

A milícia se financia supostamente com contratos generosos com o governo russo, além de lucrar com os recursos naturais de outras nações e com o apoio a regimes instáveis.

– Quantos soldados fazem parte do Grupo Wagner? A quantidade exata de quantos soldados fazem parte do Grupo Wagner é incerta. Em mensagem enviada pelo aplicativo Telegram no começo da insurreição contra Putin, o chefe da milícia, Yevgeny Prigozhin, disse que teria 25 mil homens em acampamentos no leste da Ucrânia.

Já as autoridades ucranianas dizem que mais de 30 mil homens foram recrutados pelo Grupo Wagner para atuar na guerra, sob a promessa de um pagamento generoso por pelo menos seis meses de luta.

– Quem é o líder do Grupo Wagner? O grupo Wagner é comandado por Yevgeny Prigozhin, um oligarca russo de 61 anos. Ele possui uma empresa de serviços alimentícios, que possui contratos com o Kremlin, escolas, hospitais militares e outras instituições públicas.

Por décadas, Prigozhin manteve uma relação próxima a Putin e ele já foi indiciado pelo Departamento de Justiça dos EUA por conspiração, por supostamente estar envolvido em tentativas de manipulação via redes sociais nas eleições de países ocidentais.

Antes de Prigozhin, o Grupo Wagner era liderado por Dmitry Utkin, um oficial das forças especiais do Departamento Central de Inteligência russo.

– Por que o Grupo Wagner se rebelou contra Putin? Inicialmente, Prigozhin acusou o exército russo de atacar acampamentos da milícia, resultando na morte de parte da sua tropa. Assim, quando a insurreição começou, Prigozhin pediu pela destituição do ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, pois ele seria o responsável por coordenar os ataques sofridos pelo grupo.

Além disso, Prigozhin também acusava o exército russo de economizar no fornecimento de munições vitais e outros equipamentos, o que prejudica na atuação da milícia. Ele também chegou a criticar as motivações por trás da Guerra da Ucrânia, dizendo que as justificativas russas para invadir o país vizinho eram falsas.

Porém, com o fim da rebelião, Prigozhin justificou o ato como uma maneira de salvar a organização e garantir a existência da entidade, que segundo ele estava marcada para acabar no dia 1º de julho, uma vez que o Ministério da Defesa russa não renovou os contratos com o grupo. Ele ainda alegou que o motim serviu para mostrar os “sérios” problemas de segurança no país. As informações são do jornal Valor Econômico.

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