Terça-feira, 19 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 21 de julho de 2017
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
A renegociação do Estado, suspendendo por até seis anos o pagamento da dívida com a União, terá preço. O total de 60 bilhões de reais deverá ser acrescido por mais 25 bilhões de juros no período. O risco é o Rio Grande do Sul, mesmo com a folga, ficar estagnado por muitos anos, caso não tome medidas paralelas. Deve começar pela reavaliação da coluna de despesas, que tem ficado muito acima da receita. Resultado de gestões destrambelhadas. Sem uma política saneadora das finanças e do orçamento, o Estado irá a lugar nenhum.
Cobram e não entregam
O setor público surgiu, em época longínqua, para dar segurança e organização às comunidades. O custo das populações foi abrir mão de parte de seus ganhos, repassando-os ao Estado na forma de impostos. Em troca, os gestores prometeram serviços essenciais para uma qualidade de vida digna. O acordo funciona na maioria dos países desenvolvidos. No Brasil, com déficits crescentes, a patina. Até quando?
Dez anos depois
A 21 de julho de 2007, o Impostômetro registrava 500 bilhões de reais. Ontem, estava 1 trilhão e 197 bilhões. Coincide com novo aumento de impostos.
Repetição da tática
Na audiência de 13 de setembro, o ex-presidente Lula seguirá orientação dos advogados: o ataque é a melhor defesa. Sem abrir mão de uma ponta de soberba.
Indecisões
Em 2005, época do mensalão, o PSDB não bancou o pedido de impeachment de Lula, apostando que o governo iria sangrar e chegar fraco à eleição. Ocorreu o contrário. Agora, divide-se entre ficar, enfrentando desgaste, ou sair do governo Temer. O medo é perder o apoio do PMDB na eleição do próximo ano.
O caos
Sem receber salários há três meses, os funcionários do governo do do Estado do Rio de Janeiro contam com a solidariedade da população para minimizar os problemas. O Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais recebe doações de alimentos e cestas básicas, distribuindo aos colegas que necessitam. Mais de 200 mil servidores públicos estão com salário atrasado.
O mais adequado
No País Tropical, o Ministério da Cultura, também conhecido como Carrossel pela troca de titulares, deveria ser entregue ao deputado federal Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca.
A propósito, responsáveis por 20 mil projetos que receberam incentivo financeiro do Ministério da Cultura não prestaram contas. É a farra da intelectualidade.
Só não pode atrapalhar
A balança comercial brasileira deste ano vai colocar o Brasil no top 5 mundial de superávits. À frente ficarão China, Alemanha, Coreia do Sul e Rússia. Nossas exportações vão superar as importações em 63 bilhões de dólares, com alta de 32 por cento em relação ao saldo positivo de 2016. O resultado acontecerá após cinco anos de quedas consecutivas.
Se a Política não atrapalhar, a Economia pegará vento a favor.
Contra o descaso
São cada vez mais frequentes as reclamações de compradores porque casas e apartamentos novos apresentam problemas. Para evitar o convívio com o incômodo, tramita um projeto na Câmara dos Deputados, que merece regime de urgência, que obriga as construtoras a contratarem seguro para cobrir prejuízos causados por falhas nos imóveis como rachaduras de paredes e vazamentos.
Câmera, luzes, ação
Produtores norte-americanos se interessam cada vez mais pela corrupção no Brasil. Acompanham tudo para transformar o tema em série para TV. O nome provisório é Naufrágio da Ética.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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