Terça-feira, 19 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 21 de fevereiro de 2024
O salário mínimo do Brasil supera o valor pago na Argentina em quase US$ 100. Tamanha diferença nunca havia sido vista nas últimas três décadas, desde a adoção da atual moeda brasileira.
O quadro — desfavorável aos trabalhadores argentinos — é explicado pela desvalorização do peso e o reajuste inferior à inflação anunciado pelo governo Javier Milei.
Em janeiro, o salário-mínimo pago na Argentina foi de 156 mil pesos. Pela cotação oficial, o valor corresponde a US$ 188. No Brasil, no mesmo mês, o mínimo foi de R$ 1.412 – ou cerca de US$ 285 pela taxa de câmbio do período.
Ou seja, o valor pago no Brasil foi US$ 96 superior ao praticado na Argentina. Em termos proporcionais, os brasileiros receberam 51% a mais que os argentinos.
Historicamente, o salário-mínimo argentino supera o praticado pelo governo brasileiro na comparação em dólares. Desde a adoção do real como moeda brasileira, o mínimo do Brasil superou o da Argentina em apenas 12 dos 355 meses.
Aumento de 30%
O governo Milei anunciou o reajuste de 30% do salário mínimo em duas parcelas, em fevereiro e março. O novo valor foi anunciado após negociações frustradas entre patrões e empregados.
Durante essas negociações, o presidente argentino chegou a declarar que o governo poderia desistir de estabelecer um valor e que a remuneração mínima deveria ser negociada diretamente entre patrões e empregados.
O aumento de 30% será aplicado sobre o valor que vigorava desde dezembro. Esse reajuste, porém, cobre pouco mais que o aumento de preços em 45 dias na economia argentina.
Nos 31 dias de janeiro, a alta dos preços na economia argentina ficou em 20,6% e, em 12 meses, a inflação soma 254,2%.
Com o reajuste de fevereiro, o mínimo argentino sobe, em dólares, para cerca de US$ 214, mesmo assim abaixo do valor pago no Brasil.
Se mantida a taxa de câmbio, o valor previsto para março equivalerá a US$ 242. Mesmo assim, será 15% menor que o praticado no Brasil.
Salários mais baixo da região
Comparando todos os valores em dólares, apenas quatro países ganham menos que a Argentina.
A Nicarágua está atualmente negociando um novo piso salarial e o atual é de pouco mais de 5.000 córdobas (cerca de US$ 141), sua moeda local.
A lista continua com o Haiti, onde a categoria salarial mais baixa é de 13.500 gourdes (cerca de US$ 102) e Cuba, cujo salário mínimo é de US$ 88 ou 2.100 pesos cubanos em moeda local.
Há algumas semanas o presidente Nicolás Maduro anunciou um aumento no salário mínimo de US$ 70 para US$ 100, mas nem todos os trabalhadores venezuelanos recebem o salário mínimo.
Para isso, eles devem estar registrados no sistema “Patria”, uma plataforma regulada pelo governo da qual fazem parte pouco mais de 14 milhões de pessoas. O restante dos trabalhadores com salário mínimo recebe 130 bolívares (US$ 3,6).
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Essa é a nossa imprensa vendida.
Só no brasil mesmo, comparar o salário com a Argentina! Comparem com EUA
Tanto faz, nos dois países eles valem nada.
Reportagem ridícula comparando nada com nenhuma coisa. Tanto os hermanos quanto os brasileiros se dependerem de salário mínimo, mal sobrevivem.