Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 22 de fevereiro de 2016
O Ministério da Saúde decidiu mudar o modelo de divulgação dos casos confirmados de microcefalia no País. Até a última semana, a pasta divulgava, entre o total de bebês com a má-formação confirmada, quantos deles tiveram resultado positivo para infecções pelo vírus da zika, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.
Agora, o ministério informa que deixará de especificar os casos com diagnóstico laboratorial para o vírus nos novos boletins por considerar “que houve infecção pelo zika na maior parte das mães” desses recém-nascidos. A mudança apareceu já no boletim do dia 17, que mostrou que, desde outubro, quando o ministério iniciou as investigações, já foram confirmados 508 casos de bebês com microcefalia e outras más-formações congênitas (transmitidas de mãe para filho).
Questionada, a pasta informa que a nova decisão ocorre devido a mudanças no protocolo de notificação. Segundo o ministério, o número de casos confirmados de zika em bebês com microcefalia “não representam, adequadamente, o número de casos observados”. Ou seja, conforme estimativas, a quantidade real de casos de microcefalia ligada à zika é maior do que a já comprovada por exames (41 casos até o dia 2 de fevereiro).
Exames
De acordo com o Ministério da Saúde, todos os casos de microcefalia no Brasil têm sido submetidos a exames. “Uma proporção muito pequena desses casos é confirmada para outras causas.” A pasta não informou, no entanto, qual o número de casos confirmados de microcefalia associados a outras infecções que não à zika. Além do vírus, entre as infecções que podem causar microcefalia estão sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes viral. (Folhapress)
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