Segunda-feira, 25 de Maio de 2020

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Mundo Sauditas e iranianos disputam hegemonia no Oriente Médio

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Embaixada saudita em Teerã foi invadida e incendiada no sábado. (Reprodução)

Por Israel Rahal

Por trás da rivalidade que envolve sunitas e xiitas, os grandes ramos do islamismo, está a disputa pela hegemonia no Oriente Médio. Potências regionais, Arábia Saudita, de maioria sunita, e Irã, predominantemente xiita, mergulham em rota de colisão. A execução do clérigo Nimr al-Nimr, crítico de Riad, acelerou a tensão entre os dois adversários, que estão na lista dos principais produtores de petróleo no mundo.

As declarações furiosas do regime dos aiatolás e o incêndio na embaixada saudita em Teerã determinaram o rompimento entre os dois países. Aliados da família Saud, Bahrein, Sudão e Emirados Árabes Unidos anunciaram, nessa segunda-feira, o afastamento diplomático do Estado persa.

A Arábia Saudita acusa o Irã de ingerência na região. Os iranianos e a Rússia apoiam militarmente o governo sírio, enquanto os sauditas fornecem ajuda a grupos opositores do ditador Bashar al-Assad – quase uma declarada guerra por procuração. No também convulsionado Iêmen, ambos estão em lados opostos.

Outro ponto sensível: o programa nuclear iraniano. Riad alinhou-se a Israel na hostilidade às aspirações atômicas de Teerã. “Como vizinhos do Irã, nós aprendemos nos últimos 40 anos que a boa vontade nos levou apenas a colher uvas amargas”, salientou uma autoridade saudita a respeito do acordo nuclear selado entre Irã e países ocidentais, entre eles os Estados Unidos. Vitória do Irã, que escapou das sanções comerciais que asfixiavam sua economia.

O temor é que da retórica surja um confronto bélico no golfo Pérsico – ou Arábico, no dizer de alguns países árabes. “A Arábia Saudita baseia sua existência na continuidade das tensões e dos enfrentamentos, e tenta resolver seus problemas internos exportando-os ao exterior”, afirmou Hossein Jaber Ansari, porta-voz da diplomacia iraniana. Washington, que tem mostrado momentos vacilantes na política externa, deve assumir papel central na contenção dos ânimos. A Liga Árabe se reunirá em caráter de urgência, no domingo, a pedido saudita, para tratar do aprofundamento da crise.

O conflito Riad-Teerã tem consequências geopolíticas imprevisíveis. O ano de 2016 mal começou…

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