Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 5 de abril de 2020
Secretário João Gabbardo dos Reis disse que parte da população terá "anticorpos e poderá circular livremente"
Foto: Reprodução de TVEm entrevista coletiva neste sábado (04) no Palácio do Planalto para apresentar o mais recente balanço sobre o avanço da pandemia do novo coronavírus no Brasil, o Secretário-Executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, afirmou que as pessoas que pegam a Covid-19 desenvolvem imunidade à doença.
Ele também defendeu a aplicação de testagem maciça no País para, no futuro, liberar a circulação de quem não tiver mais a possibilidade de se infectar novamente. Na apresentação – na qual não esteve presente o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta –, o secretário disse que “vamos ter uma parte da população que já vai estar com anticorpos e pode circular livremente pela sociedade”.
“Essa parte da população já não vai ter mais possibilidade de transmitir a doença – e não existe, até o momento, nenhuma comprovação de que possa ter uma reinfecção. Somos favoráveis a isso. Eu não sabia desse termo [‘passaporte imunológico’], mas é o que estamos esperando. Elas [as pessoas] não vão nem adquirir nem transmitir a doença.”
O termo “passaporte imunológico” havia sido mencionado na pergunta que motivou o comentário de Gabbardo. Era uma referência a uma ideia citada mais cedo neste sábado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, em videconferência com empresários do setor varejista organizada pela CNDL (Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas).
Na ocasião, Guedes afirmou: “Conversávamos com um amigo na Inglaterra que criou o passaporte de imunidade. Ele faz 40 milhões de teste. Ele coloca disponíveis para nós, brasileiros, 40 milhões de testes por mês”. Segundo Guedes, a proposta já foi encaminhada ao presidente Jair Bolsonaro e aos ministros Walter Souza Braga Netto (Casa Civil) e Mandetta.
Gabbaro disse ser “totalmente favorável” à proposta do ministro da Economia. “Os testes rápidos vão servir para isso. Queremos que o profissional de saúde, se ele estiver doente, se ele estiver com sintomas, ele pode sair do isolamento um pouco mais cedo, se a gente tiver a confirmação de que ele está com segurança imunológica para sair de casa e voltar para o trabalho”, explicou.
O secretário também disse que “86% [dos infectados] não vão ter sintomas, mas todo mundo vai ter contato”. “O vírus vai se transmitir, e a gente imagina que pelo menos 50% das pessoas vão ter tido contato e vão criar imunização. Isso vai diminuir capacidade de transmissão, vai acontecer lentamente. O fluxo só reduz quando tem 50% das pessoas já imunizadas. Imaginar que, se ficar numa bolha sem contato com ninguém, não teríamos o vírus… Mas, no dia em que sairmos da bolha, vamos ter o vírus”, afirmou Gabbardo.
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Competência ou previlegio? Em 2015 em diante foi secretário da Saúde do governo Sartori apoiou fez parte do decreto de corte de 20% na Saúde do RS, justificativa enfrentar a crise, em 2016 deixaram de aplicar R$ 1 bilhão na saúde pública infligindo a Lei Federal que determinava investimentos no SUS, os mesmos continuam empurrando a Crise pra cima dos trabalhadores e da população pobre, caráter elitista deste governo Bolsonaro tiram da saúde pra colocar o lucro dos capitalistas acima da vida Humana..
Giovani Demetrius Monteiro Plá Todos nós que estudamos Medicina sabemos que é assim. Todos.
O secretário falou algo que ainda não é comprovado. No Japão houve o caso de um senhor que ficou duas vezes em um período de 15 dias. Na Espanha existem dados apontando que 14% das pessoas que já manifestaram a doença e se curaram apresentaram novamente positivo para doença. Os dados sobre a covid-19 ainda são incertos e existem muitas dúvidas. O secretário precisa tomar mais cuidado antes de afirmar algo que não é comprovado, ou vai criar uma falsa sensação de segurança.
Correto. Confie na Natureza, Se Assim Não O Fosse A Raça Humana Já Teria Deixado de Existir HÁ Séculos. “O secretário também disse que “86% [dos infectados] não vão ter sintomas, mas todo mundo vai ter contato”. “O vírus vai se transmitir, e a gente imagina que pelo menos 50% das pessoas vão ter tido contato e vão criar imunização. Isso vai diminuir capacidade de transmissão, vai acontecer lentamente. O fluxo só reduz quando tem 50% das pessoas já imunizadas. Imaginar que, se ficar numa bolha sem contato com ninguém, não teríamos o vírus… Mas, no dia em que sairmos… Leia mais »