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Brasil Segundo aliados, o ex-presidente Lula “desabou” com a morte do seu neto de 7 anos, o mais duro golpe desde a sua prisão

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Arthur chegou a morar com o petista por um período e foi visitar o avô na cadeia por duas vezes. (Foto: Reprodução/Facebook)

Lula desabou, nas palavras de aliados, quando recebeu a notícia da morte de Arthur, seu neto, na sexta-feira (1º). Ainda na carceragem da PF (Polícia Federal), em Curitiba onde cumpre pena, o petista, que era muito ligado ao menino, chorou aos soluços ao ouvir o relato da boca do chefe da custódia. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Com a foto de Arthur que mantém na cela nas mãos, o ex-presidente repetia que a morte da criança contrariava a lógica da vida. Aliados demonstraram profunda preocupação. Este, avaliam, é o golpe mais duro já sofrido por ele desde a prisão.

Em caráter excepcional, a direção da carceragem da PF permitiu a entrada de Gleisi Hoffmann, presidente do PT, na cela. Lula também foi autorizado a falar com os advogados. Arthur chegou a morar com o petista por um período e foi visitar o avô na cadeia por duas vezes.

O próprio Lula pediu que o PT desestimulasse atos políticos no velório do neto. Desta vez, houve extremo cuidado da defesa no encaminhamento do caso. Pela reação do ex-presidente à notícia, ninguém queria dar munição para que a solicitação de saída temporária fosse rejeitada.

Com quem falava, Lula repetia que, ao receber a visita inusitada do chefe da custódia, imaginou que algo teria acontecido a algum familiar, mas disse que jamais poderia projetar a morte do neto de sete anos.

Entenda a doença que vitimou o neto de Lula

Arthur Lula da Silva, de 7 anos, foi, vítima de meningite meningocócica, em São Paulo. Arthur deu entrada no Hospital Bartira , em Santo André, no ABC Paulista, às 7h20min de sexta-feira com “quadro instável” e faleceu às 12h11min “devido ao agravamento do quadro infeccioso de meningite meningocócica, segundo a assessoria da Rede D’Or São Luiz, da qual o hospital faz parte.

O que é a meningite?

As meninges são as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A meningite ocorre quando há uma inflamação desse revestimento, causada por micro-organismos, alergias a medicamentos, câncer e outros agentes.

Entre os agentes infecciosos, as meningites bacterianas e as virais são as mais importantes do ponto de vista da saúde pública e também as que causam mais preocupação, devido a sua magnitude, capacidade de causar surtos e, no caso da meningite bacteriana, devido à sua maior gravidade.

A meningite meningocócica, especificamente, é causada pela bactéria Neisseria meningitidis (ou meningococo). Existem 12 subtipos diferentes da meningocócica e, no Brasil, os principais sorogrupos circulantes (que causam a maioria dos casos) são B, C, W e Y.

Qual é a incidência da meningite meningocócica no Brasil?

Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2018, foram registradas 1.072 ocorrências de doença meningocócica no Brasil e 218 mortes. Em 2017, no mesmo período, foram 1.138 e 266, respectivamente.

Em relação à meningite pneumocócica (causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae, ou pneumococo) foram 1.030 ocorrências e 321 mortes em 2017, e 934 e 282 em 2018. As meningites causadas por outras bactérias somaram 2.687 notificações e 339 óbitos em 2017, e 2.568 e 316 em 2018. O sorogrupo C é o principal causador de doença meningocócica no Brasil, responsável por cerca de 60% dos casos.

Existe vacina para a meningite meningocócica? Tem no SUS?

Existem vacinas contra os principais sorogrupos que causam a doença meningocócica (A, B, C, W, Y).

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