Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 30 de julho de 2021
Considerado favorito, o Brasil teve dificuldades diante da forte marcação das canadenses
Foto: Sam Robles/CBFA seleção brasileira de futebol feminino foi eliminada da Olimpíada de Tóquio, nesta sexta-feira (30), após perder para o Canadá nos pênaltis, por 4 a 3, pelas quartas de final da competição.
No tempo normal e na prorrogação, o jogo terminou empatado em 0 a 0 em Miyagi. O Brasil, que era considerado favorito, demonstrou muitas dificuldades de jogar diante de uma defesa bem postada.
O primeiro tempo apresentou um jogo muito equilibrado, e a forte marcação canadense no meio de campo voltou a escancarar as dificuldades do Brasil na transição para o ataque. Jogar com a bola no chão foi ainda mais difícil com Marta pressionada pela defesa e errando muitos passes.
As brasileiras deixaram o Canadá jogar solto e permitiram algumas chegadas perigosas das adversárias. A melhor chance na primeira etapa foi desperdiçada por Debinha aos 40 minutos. Ela aproveitou o erro da zagueira na entrada da área, mas demorou a concluir e chutou em cima da goleira.
Na segunda etapa, o roteiro se repetiu, com o Canadá dificultando a saída de jogo do Brasil. As armadoras continuaram com problemas para encostar, deixando o ataque isolado na frente.
Com chegadas casuais de ambas as equipes, houve uma boa chance para cada lado, com Gilles cabeceando no travessão e, novamente, Debinha arriscando de fora da área, mas o jogo acabou em 0 a 0.
Prorrogação
O único lance perigoso do primeiro tempo da prorrogação aconteceu em uma jogada que a Ludmila entrou na área entre duas zagueiras canadenses, botou a bola na frente e antes de conseguir passar para Debinha, se chocou com a goleira, que se jogou na dividida. O árbitra entendeu o lance como faltoso, e deu amarelo para a atacante brasileira.
O segundo tempo da prorrogação começou melhor para o Brasil. Embora as duas seleções já demonstrassem cansaço, as brasileiras mantiveram a bola no campo ofensivo e teve uma boa finalização ao 7 minutos, com um chute de Debinha de fora da área, que passou próximo da trave direita da goleira Labbé.
O Brasil seguiu pressionando, sobretudo com bolas aéreas, e no lance mais perigoso Érika cabeceou e obrigou a goleira canadense a fazer uma grande defesa, impedindo o gol brasileiro aos 12 minutos. Foi o último lance perigoso da partida e o jogo foi para decisão nos pênaltis.
Pênaltis
A primeira cobrança na decisão dos pênaltis foi da craque canadense Sinclair. Ela mandou no canto direito da goleira Bárbara, que defendeu. Marta também foi a primeira a bater pelo lado brasileiro, e marcou.
As cinco cobranças seguidas foram convertidas – três do Canadá e duas do Brasil. Na quarta cobrança brasileira, Labbé defendeu a batida de Andressa Alves, deixando o placar igual. A última cobrança canadense também foi convertida, enquanto Rafaelle também parou na goleira do Canadá. Vitória canadense nos pênaltis por 4 a 3.
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Como assim futebol feminino? Não existe futebol feminino. Ou é futebol ou é feminino. Todo mundo é livre para fazer o que quiser, de coisas mais feminina e feminilizantes as mais masculinas. Mas, se ficarmos, por razões políticas ou afirmativas, confundindo conceitos, relativizando tudo e destituindo-as de seus significados originais a todas as palavras, a linguagem vai perder o seu sentido, não vamos ter mais como transmitir ideias específicas nenhuma, por que tudo vai poder significar tudo e consequentemente não vai mais significar nada, vai perder sua função, sua utilidade. Dois, vai poder ser três; homem, mulher; branco, preto; separado,… Leia mais »
Jogaram como nunca e perderam como sempre.