Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 31 de março de 2016
O senador e presidente do PSDB, Aécio Neves, afirmou nessa quinta-feira que seu partido poderia dar apoio a um governo liderado por Michel Temer. A declaração foi feita em Portugal, onde o mineiro participa de um seminário organizado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes e com a participação de diversas lideranças pró-impeachment. “Nossa contribuição [para um governo Temer] vai ser em torno de uma agenda. Vamos apresentar nossas propostas e ouvir as que eles têm”, afirmou.
Aécio, no entanto, sinalizou que o PSDB colaboraria “sem interesse” de ocupar cargos ou posições na futura administração. Ele criticou o loteamento de cargos no governo em troca de suporte político. “Nós queremos chegar ao poder pela via do voto, não de carona com quem quer que seja”, completou.
O senador também falou sobre a crise política e o desemprego no Brasil, e disse que o impasse político assustou os investidores estrangeiros. “Hoje ninguém investe no Brasil em função desse impasse.”
As lideranças tucanas no evento em Lisboa também ressaltaram seu apoio a uma mudança no regime político do Brasil, substituindo o presidencialismo pelo parlamentarismo. Além de Aécio, o senador José Serra (SP) também usou sua palestra para tocar no assunto.
Para o ex-governador de SP, o Brasil vive hoje uma situação “dramática” que seria ainda mais complexa do que aquela que levou à ditadura militar em 1964. “Eu posso dizer, porque eu vivi o golpe brasileiro em 64 e vivi o golpe no Chile em 1973. Mas posso dizer que a situação, por incrível que pareça, era menos complexa do que a atual.”
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