Segunda-feira, 13 de Julho de 2020

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Notícias Sindicato alerta que vai faltar dinheiro para pagar os funcionários das empresas de ônibus de Porto Alegre no mês que vem

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Entidade estima queda de 80% no volume de passageiros. (Foto: Maria Ana Krack/PMPA)

Em meio à crise provocada pela pandemia de coronavírus, o Seopa (Sindicato das Empresas de Ônibus de Porto Alegre) alerta que a queda brusca no volume de passageiros deixou o segmento sem condições de pagar integralmente os seus funcionários no início de abril. “O salário é a última coisa que se quer deixar de honrar, mas neste momento não há receita para o pagamento da folha”, lamenta o assessor jurídico da entidade, Alceu Machado.

Conforme o Seopa, enquanto a diminuição de usuários do transporte público na capital gaúcha chegou a quase 80% nos últimos dias, a operação do serviço (veículos e horários oferecidos) foi reduzida em cerca de 35%. “Até mesmo pela necessidade de reforçar linhas em horários de pico e de evitar aglomerações, sem passageiros em pé, chegou-se ao limite do possível em alteração de tabelas, mantendo a prudência”, reforça o advogado.

Uma das sugestões das empresas de ônibus municipais para minimizar os efeitos da crise gerada pelas medidas restritivas no âmbito do combate ao Covid-19 é a definição de um subsídio para pagamento dos salários ou então a isenção tributária sobre insumos do transporte coletivo.

“Se houvesse isenção de ICMS [Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços] sobre o combustível, por exemplo, que é o segundo maior custo do sistema, isso já daria um respiro às empresas”, destacou Machado em texto publicado no site da ATP (Associação dos Transportadores de Passageiros) de Porto Alegre.

Cenário preocupante

O alerta do Sindicato reforça os temores de paralisação do serviço, possibilidade já iminente em outras capitais brasileiras. No Rio de Janeiro, companhias de ônibus urbanos já ameaçam retirar a frota de circulação. De acordo com o Sindicato das Empresas da capital fluminense, o segmento está entrando em “completo colapso” na cidade, com uma baixa superior a 7o% no número de passageiros.

“Com o baixíssimo número de pessoas embarcando e sem nenhuma ajuda das autoridades, diferentemente do que acontece em São Paulo, as empresas não têm mais condições de manter a compra de combustível e os salários dos rodoviários”, avalia a entidade – na capital paulistana, a prefeitura criou um grupo de trabalho com as empresas para discutir e adotar medidas.

Por parte dos trabalhadores, o Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro já enviou um ofício à prefeitura solicitando que sejam tomadas ações urgentes e formada uma mesa de negociação para resolver a situação, a fim de evitar o colapso. Ao menos dois dos cinco consórcios de transporte público que operam linhas na cidade confirmam que não conseguirão honrar os salários dos motoristas e demais profissionais.

Os trabalhadores pedem que seja garantido o pagamento dos salários dos profissionais, além de proteger os motoristas para que seja cumprida a resolução que impede passageiros de viajarem em pé e a disponibilização de álcool em gel aos usuários e trabalhadores nos terminais e entrada e saída dos veículos.

(Marcello Campos)

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