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Agro O Sistema Farsul e a Fundação Pró-Sementes divulgam o desempenho das cultivares de trigo indicadas para o cultivo no RS

A pesquisa foi apresentada pela engenheira agrônoma e coordenadora de pesquisa da Fundação Pró-Sementes, Kassiana Kehl

Foto: O Sul
A pesquisa foi apresentada pela engenheira agrônoma e coordenadora de pesquisa da Fundação Pró-Sementes, Kassiana Kehl. (Foto: O sul)

O Sistema Farsul e a Fundação Pró-Sementes divulgaram nesta quinta-feira (20) o desempenho das cultivares de trigo indicadas para cultivo no Rio Grande do Sul. Foram analisadas 35 cultivares de trigo de diferentes obtentores. Além dos percentuais de rendimento por região, a pesquisa adicionou este ano informações que agregam valor à qualidade industrial dos grãos, como cor da farinha, força de glúten, número de queda e percentual de proteína presente no grão. “Estas informações de qualidade industrial são determinantes para a indústria que processa a matéria-prima na fabricação de farinhas, pães, bolachas, massas e demais subprodudtos”, como aponta a engenheira agrônoma e coordenadora de pesquisa da Fundação Pró-Sementes, Kassiana Kehl. Segundo ela, as temperaturas e níveis pluviométricos foram favoráveis ao plantio do trigo, que diferentemente do usual, ao invés do final de maio, teve início no início de junho do ano passado. Em regiões mais frias, como em São Gabriel, foram colhidos 86 sacos por hectare, Passo Fundo 104, Vacaria 110 e Cruz Alta 87. Em Cachoeira do Sul, o rendimento chegou a 130 sacos por hectare, em São Luiz Gonzaga 122 e em Santo Augusto 131. Considerando todo o Estado, a média colhida varia entre 45 e 60 sacos por hectare.

O coordenador da Comissão do Trigo da Farsul, Hamilton Jardim, destaca “a evolução do trigo gaúcho, sem falar em qualidade” e isso é muitíssimo importante, segundo ele, para a competitividade entre países do Mercosul, em especial Argentina e Paraguai. Ele referenda a relevância desta pesquisa e da parceria com a Emater e Bayer, que tornam possível levar ao produtor rural informações relevantes para o desenvolvimento e ampliação desta cultura em solo gaúcho, bem como a entrega à indústria moageira de um grão com qualidade. Hamilton Jardim lembra que em todo o RS são plantados entre soja e trigo sete milhões de hectares e a área destinada ao trigo é de apenas 700 mil hectares e o objetivo para o próximo ano é de chegar pelo menos a 800 mil hectares. “O desafio é fazer com que o Rio Grande do Sul produza mais trigo e esta pesquisa é uma ferramenta capaz de levar segurança e assistência técnica ao produtor rural com foco em produtividade e resultado financeiro e é isso que a Farsul quer”.

O superintendente do SENAR-RS, Eduardo Condorelli destacou “a satisfação de ter realizado esta pesquisa com os parceiros Emater e Bayer”. Ela avalia que a cultura do trigo é estratégica, podendo ser praticada em inúmeras propriedades, permitindo a rotatividade da lavoura com retorno qualitativo e quantitativo. (Clarice Ledur)

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