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Capa – Caderno 1 Sucesso já na pré-estreia, o filme “Jurassic World: Reino ameaçado” ocupa mais de 1.400 salas de cinema a partir desta quinta e inclui pitadas de terror na fórmula que explora a sede de poder da humanidade

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Quinto filme da franquia estreia na quinta em 700 cinemas e mais de 1400 salas no Brasil. (Foto: Reprodução)

Os dinossauros seguem evoluindo bem, pelo menos em termos de bilheteria. “Jurassic World: Reino ameaçado” nem chegou oficialmente aos cinemas e, no primeiro fim de semana de pré-estreia, ultrapassou a bilheteria de blockbusters em cartaz como “Deadpool 2”: foram 683 mil ingressos vendidos e R$ 11,3 milhões de renda.

Se a primeira trilogia – iniciada em 1993 com “Parque dos dinossauros” – explorava o fascínio causado pelos animais pré-históricos, a segunda começou em 2015 com “Jurassic World: O mundo dos dinossauros” propondo uma discussão sobre a relação dos seres humanos com esses e outros animais.

A nova produção, que estreia nesta quinta-feira em mais de 1400 salas, dá um passo adiante na aventura protagonizada por Claire Dearing (Dallas Bryce Howard) e Owen Grady (Chris Pratt), que retomam na tela a parceria cheia de tensão sexual para mostrar a quantas anda a ambição do homem em relação a espécies raras.

Para Colin Trevorrow, que assinou “O mundo dos dinossauros” como roteirista e diretor e agora assume a função de produtor executivo, é possível ver um “upgrade” na tal ambição no novo filme.

“Em “O mundo dos dinossauros”, vimos uma ambição corporativa: alguém com uma péssima ideia para ganhar mais dinheiro. Neste segundo filme, ela chega a níveis criminais. Vemos as piores tendências da humanidade, e quão catastrófico o resultado pode ser quando oportunismo fala mais alto”, diz Trevorow.  Uma fala de Ian Malcolm, personagem de Jeff Goldblum, parece resumir o que essa trilogia quer dizer: “Esses animais estavam aqui antes de nós, e se não tomarmos cuidado continuarão também depois que desaparecermos”.

A ação se passa quatro anos após “O mundo dos dinossauros”, quando a Ilha Nublar está prestes a entrar em erupção e cobrir de lava não só as instalações do Parque dos Dinossauros, como também os animais pré-históricos e todo o investimento feito para trazê-los à vida. Um jovem e voluntarioso assessor de John Hammond, lendário fundador do parque, convence Claire e Owen a liderar uma missão para resgatar a bicharada e transferi-la para um novo santuário, na gigantesca propriedade do milionário. No meio do caminho, no entanto, eles descobrem que fazem parte de um plano para transformar os dinos em máquinas de matar que pode desarrumar a ordem natural de todo o planeta.

Diretor de filmes como “O orfanato” (2007) e “O impossível” (2012), Bayona foi escolhido para fazer “Reino ameaçado” por sua intimidade com o suspense e o terror, dois elementos fundamentais para a franquia.

“Eles me chamaram porque gostaram do que eu havia feito antes e sabiam que tinha a ver com o que queriam fazer”, diz ele. “Quando você entra em um filme assim sabe que não está fazendo um trabalho autoral, está a serviço de uma série de filmes que tem seu próprio DNA. Para mim, o importante era lembrar as emoções e a impressão que ‘Parque dos dinossauros’ me geraram. E também o elemento mais pessoal, que era o suspense e o terror, muito presente no primeiro filme.”

Bayona e Trevorrow também fizeram questão de retomar um elemento importante da trilogia original: apesar de continuar investindo pesado nos efeitos especiais digitais, há sequências inteiras do longa feitas com bonecos mecanizados, os “animatronics”, para imprimir mais realismo e emoção às cenas.

“Neste filme, tivemos mais dinheiro que “Mundo dos dinossauros” (de cerca de US$ 152 milhões para US$ 170 milhões), e os “animatronics” eram uma prioridade para a gente”, observa Trevorrow.  “As limitações são as mesmas, eles não podem correr, não podem fazer cenas de ação. Mas se você quer que os personagens reajam a algo que é real, fica muito mais emocional, até por causa da possibilidade de tato.”

Para Bayona, o filme é como um reflexo do mundo em que vivemos. Trata, diz ele, de uma série de temas ancestrais, como relação do homem com a natureza e o uso que fazemos da ciência. Isso justificaria o uso da técnica mecânica.

“Precisaria ser muito realista justamente por causa disso”, afirma o espanhol. “Os efeitos de computação gráfica te dão algumas possibilidades, e os ‘animatronics’ são mais limitados. Por isso, o segredo está na mistura. Misturar as duas coisas a ponto de o espectador não saber se está vendo uma imagem gerada por computador ou um boneco mecanizado.”

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