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Saúde Uso da aspirina não deve ser interrompido por quem infartou, aponta estudo brasileiro

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O estudo avaliou mais de 3.400 pacientes por 1 ano em 50 centros de saúde do Brasil que passaram por angioplastia com stent. (Foto: Freepik)

Um estudo clínico 100% brasileiro, conduzido pelo Einstein Hospital Israelita e financiado pelo Ministério da Saúde através do Proadi-SUS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde), mostrou que interromper o uso de ácido acetilsalicílico (o AAS, também chamado de aspirina) nos primeiros meses após um infarto não é seguro para a maioria dos pacientes que passaram por angioplastia com stent (procedimento que coloca uma “mola” para desobstruir artérias e o sangue voltar a passar).

Os resultados foram apresentados hoje no Congresso de 2025 da ESC (European Society of Cardiology, ou Sociedade Europeia de Cardiologia, em português) e publicados no prestigiado New England Journal of Medicine, destacando a relevância da ciência cardiovascular brasileira no cenário internacional. A apresentação foi classificada como um hot line, que acontece no auditório principal do evento e revela a primeira apresentação de novos estudos, recentemente concluídos, inéditos e prontos para promover mudanças significativas nos desfechos dos pacientes.

O NEO-MINDSET avaliou mais de 3.400 pacientes por 1 ano em 50 centros de saúde do Brasil que passaram por angioplastia com stent. Ele testou se a suspensão precoce da aspirina — remédio que tem mais de 120 anos —, mantendo apenas um remédio no pós-infarto, seria tão eficaz quanto manter dois medicamentos na prevenção de eventos cardiovasculares graves, como morte, reinfarto, AVC ou nova revascularização urgente.

Conforme explicam os pesquisadores do Einstein, é um estudo de alta qualidade porque ninguém tinha feito isso antes com uma amostra tão robusta.

Para entender a importância dos dados, é fundamental compreender o que é um infarto e por que a aspirina é parte essencial do tratamento. “Os vasos sanguíneos que levam sangue pro coração têm placas de gordura. Em cima dessa placa pode acontecer um coágulo, um trombo. E é isso que causa o infarto. Na verdade, o trombo se forma abruptamente e aí impede abruptamente a passagem de sangue, pronto, tem o infarto”, explica Pedro Lemos, pesquisador do Einstein que participou do estudo.

Após a desobstrução desses vasos, que geralmente ocorre por meio de angioplastia com stent, é essencial prevenir novos coágulos. Para isso, os médicos prescrevem medicamentos que popularmente “afinam o sangue”. No pós-infarto, o uso de um antiagregador plaquetário, que é o nome técnico deste tipo de medicamento, é crucial para manter os vasos abertos e prevenir complicações graves.

O infarto é a maior causa de mortes no país, segundo o Ministério da Saúde. Estima-se que, no Brasil, ocorram de 300 mil a 400 mil casos anuais de infarto e que a cada 5 a 7 casos, ocorra uma morte.

O tratamento padrão atual após um infarto combina aspirina com outro antiplaquetário potente (prasugrel ou ticagrelor), em uma abordagem conhecida como dupla anti-agregação plaquetária, por 12 meses. Após esse período, o remédio mais potente é retirado e a aspirina é geralmente mantida por toda a vida.

Embora a terapia dupla seja eficaz na prevenção de reinfarto e outras complicações, ela aumenta o risco de sangramentos por causa do tal “sangue mais fino”, que podem variar de manifestações mais leves, como sangrar o nariz ou ter hematomas por quedas, a eventos graves como hemorragias gastrointestinais ou cerebrais. As informações são do portal de notícias UOL.

 

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