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Economia Taxação excessiva a importações é prejudicial, diz Bolsonaro no Mercosul

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou que a taxação excessiva a importações é prejudicial à competitividade dos países e aos seus produtores. (Foto: Alan Santos/PR)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (5) na abertura da 55ª cúpula do Mercosul (Mercado Comum do Sul), realizada em Bento Gonçalves, que a taxação excessiva a importações é prejudicial à competitividade dos países e aos seus produtores. As informações são do portal de notícias UOL.

A declaração acontece três dias após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a retomada imediata da taxação de importações de aço e alumínio brasileiros. No discurso, Bolsonaro não se referiu diretamente à medida dos norte-americanos, somente à necessidade de mudanças na Tarifa Externa Comum do Mercosul, sem revisão há 25 anos.

“Outro fator determinante para nossa participação na economia mundial é o nível de imposto aplicado às importações. A taxação excessiva afeta a competitividade e é prejudicial a quem produz. O Brasil confia na abertura comercial como ferramenta de desenvolvimento e, por isso, insiste na necessidade de reduzir ou revisar a tarifa externa comum”, afirmou.

Os líderes dos países do Mercosul – formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai – se reúnem em um momento decisivo para o futuro do bloco devido a mudanças de governos na Argentina e no Uruguai.

Com visões políticas diferentes dos antecessores, os respectivos presidentes eleitos da Argentina e do Uruguai, Alberto Fernández e Luis Lacalle Pou, porém, não foram convidados. O ato de convidá-los ficou a cargo dos atuais mandatários dos dois países.

A reforma da Tarifa Externa Comum do Mercosul continuará a estar na mesa pelo fato de todos os quatro países membros do Mercosul concordarem que o item precisa passar por mudanças. Como isso será feito, no entanto, não há consenso.

O lançamento da reforma até o final deste ano, como pretendido pelo governo brasileiro, não ocorrerá, embora diplomatas do Itamaraty tenham ressaltado avanços significativos nas negociações neste segundo semestre.

“Não podemos perder tempo. Precisamos levar adiante reformas que estão dando vitalidade ao Mercosul sem assentar retrocessos ideológicos”, disse Bolsonaro.

Em discurso, o presidente brasileiro ressaltou o Acordo do Mercosul com a União Europeia e a Efta (Associação Europeia de Livre Comércio), bloco integrado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. Segundo ele, agora é preciso que os documentos sejam implementados com rapidez. Cada texto precisa ser aprovado pelos parlamentos de todos os países envolvidos.

Bolsonaro também pediu a continuidade a processos que deixem o Mercosul mais enxuto e eficiente. A ideia é reduzir o número de órgãos para reduzir custos e estimular reuniões via videoconferências.

O presidente afirmou que a defesa da democracia é um “pilar essencial” ao Mercosul e o bloco deve ser fonte de bem-estar aos cidadãos de seus países membros. Como exemplo de avanço, citou acordo de cooperação de segurança e parabenizou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

De acordo com diplomatas brasileiros, o documento iria prever a entrada de policiais em um país vizinho em caso de perseguição a infratores. A imprensa ainda não teve acesso ao texto final.

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