Terça-feira, 13 de Abril de 2021

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Saúde Testes com remédio oral contra o coronavírus têm resultados promissores

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Medicamento oral apresenta ótimos resultados na fase 2 de testes. (Foto: Divulgação/Feevale)

A gigante farmacêutica MSD (Merck Sharp and Dohme) e um laboratório americano anunciaram que um medicamento oral contra o coronavírus que estão desenvolvendo apresentou resultados positivos na redução da carga viral.

“Sabendo que existe uma necessidade não satisfeita por tratamentos antivirais para o Sars-CoV-2, estes resultados preliminares nos animam”, disse Wendy Painter, diretora de medicamentos da Ridgeback Biotherapeutics, em um comunicado.

A MSD interrompeu o trabalho com duas vacinas contra a covid-19 no fim de janeiro, mas continua pesquisando dois tratamentos contra a doença, inclusive o molnupiravir, desenvolvido com a empresa americana Ridgeback Bio.

O remédio diminuiu significativamente a carga viral em pacientes depois de cinco dias de tratamento, informou a empresa neste sábado em uma reunião com especialistas em doenças infecciosas.

A segunda fase de testes (os ensaios têm três fases antes de uma possível comercialização) foi realizada com 202 pacientes não hospitalizados sintomáticos de covid-19. Não houve alerta sobre a segurança e dos quatro incidentes graves reportados, nenhum foi considerado em relação com o medicamento estudado, destacou o laboratório.

Os resultados deste estudo “são promissores”, afirmou William Fischer, um dos diretores da pesquisa e professor de medicina na Universidade da Carolina do Norte. “Se forem reforçados com estudos adicionais, poderiam ter consequências importantes em termos de saúde pública, já que o vírus continua se espalhando e evoluindo no mundo”, acrescentou.

A MDS também está trabalhando em um tratamento denominado MK-711.

Os primeiros resultados dos novos ensaios clínicos demonstram uma redução de mais de 50% no risco de morte ou de insuficiência respiratória em pacientes hospitalizados com formas moderadas a graves de covid-19, informou o grupo no fim de janeiro.

Ciência e tecnologia

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, viajou para Israel, acompanhado de representantes dos ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia. De acordo com o Itamaraty, a comitiva brasileira dará andamento à cooperação científica e tecnológica e ao diálogo político entre os dois países. O governo brasileiro pretende ampliar cooperação existente nas áreas de “tecnologias, terapias e vacinas para a prevenção e o tratamento da covid-19”.

“O objetivo é levar toda a área de ciência, tecnologia e saúde que estamos desenvolvendo no país para fazer esse acordo de cooperação em várias áreas do conhecimento, inclusive de medicamentos e também de vacinas”, disse o secretário de Pesquisa e Formação Científica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Marcelo Morales.

Em Israel, a delegação brasileira também buscará informações sobre um medicamento destinado a pacientes de covid nos casos moderados e graves. Esse medicamento, no entanto, ainda está em fase de testes, sem eficácia comprovada.

A volta da delegação brasileira está prevista para a quarta-feira (10).

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