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Armando Burd Tocam em tons diferentes

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Nelson Barbosa

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Entre as qualidades do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, está a sinceridade. Ontem, declarou que “a União não tem dinheiro para pagar suas despesas”. Sem a mínima chance de aprovar medidas do ajuste fiscal, que incluiria a volta da CPMF, terá de fazer novo corte no orçamento, sempre condenado pelo PT.

Além dos problemas no Congresso, o governo não consegue se entender com o partido que lhe dá sustentação.

É DE ESTARRECER

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não poderão ficar insensíveis diante dos números: o governo do Rio Grande do Sul devia 9  bilhões de reais em 1998, quando  assinou o contrato de renegociação com a União. Já pagou 27 bilhões e ainda deve 50 bilhões de reais.

Hoje será julgado o mérito da liminar obtida há duas semanas e que reduz a cobrança de juros.

EFEITO

Um economista gaúcho, que integra a direção de um banco de investimentos em Nova Iorque, ligou para Porto Alegre, comentando a decisão que o STF tomará hoje. Se os Estados forem beneficiados, desaparecerão 300 bilhões de reais da contabilidade do governo federal na rubrica de créditos a receber. O valor corresponde aos juros que não serão pagos.

IMPULSO PARA RECUPERAR

A preferência por Henrique Meirelles no Ministério da Fazenda tem fortes motivos. Um deles: é o que mais rapidamente fará voltar a confiança dos investidores, agora retraídos.

SISTEMA INSUSTENTÁVEL

Na troca de dados que ocorre frequentemente  com o Palácio Piratini, o governo do Rio de Janeiro informou ontem: tem apenas 50 milhões de reais em caixa. Precisará 650 milhões para pagar aposentados e pensionistas este mês.

NA ZONA DE RISCO

A maioria lembra do período da inflação que se autoalimentava a cada dia, impulsionada pelas incertezas. Era a época da formação de estoques para uso doméstico. A saída acabava sendo comprar, aproveitando os preços menores do que no dia seguinte. A consequência era a bolha de consumo que levava ao aumento dos preços por dois impulsos: ganância por lucros e baixa oferta.

COMPARAÇÃO

Em março de 2005, pesquisa Ibope mostrou que 58 por cento dos entrevistados aprovavam o governo Lula. Três meses depois houve a divulgação de notícias do mensalão e o índice caiu apenas 3 pontos percentuais. Em setembro, subiu para 54 por cento. A pequena oscilação comprovou que corrupção não abalava conceitos.

RÁPIDAS

* As chuvas na Zona Sul põem em risco a safra. O setor primário tem salvo o Produto Interno Bruto do Estado.

* Terrível a constatação: o Brasil está entre os dez maiores PIBs do mundo e, ao mesmo tempo, o Índice de Desenvolvimento Humano é dos mais baixos.

* Só com alianças ganhará musculatura: o tempo dos programas de propaganda eleitoral do PSol este ano será de 25 segundos.

* Partidos políticos entram na rota de grandes desastres quando os fins começam a justificar os meios.

* “A política é a arte de fazer hoje os erros de amanhã, sem esquecer os erros de ontem.” (Economista Roberto Campos).

* No parachoque de um caminhão na BR 116: “Me ajude a pagar as 60 prestações.”

* Técnicos da Fazenda já sabem o que fazer: vão cobrar impostos de clones como pessoas químicas.

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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