Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 27 de abril de 2016
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Entre as qualidades do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, está a sinceridade. Ontem, declarou que “a União não tem dinheiro para pagar suas despesas”. Sem a mínima chance de aprovar medidas do ajuste fiscal, que incluiria a volta da CPMF, terá de fazer novo corte no orçamento, sempre condenado pelo PT.
Além dos problemas no Congresso, o governo não consegue se entender com o partido que lhe dá sustentação.
É DE ESTARRECER
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não poderão ficar insensíveis diante dos números: o governo do Rio Grande do Sul devia 9 bilhões de reais em 1998, quando assinou o contrato de renegociação com a União. Já pagou 27 bilhões e ainda deve 50 bilhões de reais.
Hoje será julgado o mérito da liminar obtida há duas semanas e que reduz a cobrança de juros.
EFEITO
Um economista gaúcho, que integra a direção de um banco de investimentos em Nova Iorque, ligou para Porto Alegre, comentando a decisão que o STF tomará hoje. Se os Estados forem beneficiados, desaparecerão 300 bilhões de reais da contabilidade do governo federal na rubrica de créditos a receber. O valor corresponde aos juros que não serão pagos.
IMPULSO PARA RECUPERAR
A preferência por Henrique Meirelles no Ministério da Fazenda tem fortes motivos. Um deles: é o que mais rapidamente fará voltar a confiança dos investidores, agora retraídos.
SISTEMA INSUSTENTÁVEL
Na troca de dados que ocorre frequentemente com o Palácio Piratini, o governo do Rio de Janeiro informou ontem: tem apenas 50 milhões de reais em caixa. Precisará 650 milhões para pagar aposentados e pensionistas este mês.
NA ZONA DE RISCO
A maioria lembra do período da inflação que se autoalimentava a cada dia, impulsionada pelas incertezas. Era a época da formação de estoques para uso doméstico. A saída acabava sendo comprar, aproveitando os preços menores do que no dia seguinte. A consequência era a bolha de consumo que levava ao aumento dos preços por dois impulsos: ganância por lucros e baixa oferta.
COMPARAÇÃO
Em março de 2005, pesquisa Ibope mostrou que 58 por cento dos entrevistados aprovavam o governo Lula. Três meses depois houve a divulgação de notícias do mensalão e o índice caiu apenas 3 pontos percentuais. Em setembro, subiu para 54 por cento. A pequena oscilação comprovou que corrupção não abalava conceitos.
RÁPIDAS
* As chuvas na Zona Sul põem em risco a safra. O setor primário tem salvo o Produto Interno Bruto do Estado.
* Terrível a constatação: o Brasil está entre os dez maiores PIBs do mundo e, ao mesmo tempo, o Índice de Desenvolvimento Humano é dos mais baixos.
* Só com alianças ganhará musculatura: o tempo dos programas de propaganda eleitoral do PSol este ano será de 25 segundos.
* Partidos políticos entram na rota de grandes desastres quando os fins começam a justificar os meios.
* “A política é a arte de fazer hoje os erros de amanhã, sem esquecer os erros de ontem.” (Economista Roberto Campos).
* No parachoque de um caminhão na BR 116: “Me ajude a pagar as 60 prestações.”
* Técnicos da Fazenda já sabem o que fazer: vão cobrar impostos de clones como pessoas químicas.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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